Abertura dos mercados: Yellen dá ganhos às bolsas. Petróleo acima dos 50 dólares

(Bloomberg)

As bolsas europeias negoceiam esta terça-feira em terreno positivo a beneficiar do discurso da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos. O petróleo continuam a negociar acima dos 50 dólares à espera dos dados das reservas norte-americanas.

Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,08% para 4.785,37 pontos

Stoxx 600 ganha 0,95% para 345,68 pontos

Nikkei valorizou 0,58% para 16.675,45 pontos
Juros da dívida portuguesa a 10 anos recuam 1,8 pontos base para 3,177%

Euro avança 0,11% para 1,1368 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,10% para 50,60 dólares o barril

Bolsas em alta após discurso de Yellen

Os mercados bolsistas europeus negoceiam esta terça-feira em terreno positivo. As praças do Velho Continente prolongam assim os ganhos registados ontem em Wall Street após o discurso da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos.

Janet Yellen admitiu que é “apropriado” subir os juros de forma gradual mas, ao contrário do que aconteceu no discurso de 27 de Maio, não foi específica quanto ao “timing” da próxima subida dos juros.

Lisboa não escapa aos ganhos que se registam nas congéneres europeias e regista uma subida de 0,08% a beneficiar dos ganhos do grupo EDP.

Yields da dívida portuguesa em queda
Os juros da dívida pública portuguesa recuam em todas as maturidades. No prazo a 10 anos perdem 1,8 pontos base para 3,177%.

Dólar em alta ligeira após duas sessões de perdas

O índice que mede a evolução do dólar face às principais divisas mundiais está em alta ligeira esta terça-feira, depois de duas sessões consecutivas de perdas. Este índice afundou mais de 1,5% na passada sexta-feira, pressionado pelos dados que mostram que a maior economia do mundo criou apenas 38 mil postos de trabalho em Maio, o valor mais baixo desde 2010.

Ontem, a presidente da Fed, Janet Yellen, repetiu que é “apropriado” subir os juros de forma gradual nos Estados Unidos, mas não avançou qualquer data para o próximo aumento.

Petróleo sobe antes das reservas

O petróleo está em alta ligeira, depois de ter atingido ontem um novo máximo de Novembro de 2015, em Londres, próximo dos 51 dólares por barril.

Esta quarta-feira serão divulgados os dados sobre as reservas de crude dos Estados Unidos que, segundo os analistas consultados pela Bloomberg, deverão ter diminuído em 3 milhões de barris na semana passada.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,1% para 49,74 dólares por barril, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,1% para 50,60 dólares.

Ouro e prata em queda

O ouro está a negociar em queda ligeira, numa altura em que os investidores estão a pesar as palavras da presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, que aumentaram a especulação de que a autoridade monetária poderá adiar um novo aumento dos juros no país.

Ao contrário do que fez no seu anterior discurso, a 27 de Maio – em que admitiu que era apropriado subir a taxa directora “nos próximos meses” – esta segunda-feira Yellen omitiu qualquer referência temporal, adiantando apenas que os juros devem aumentar de forma gradual.

O ouro desce 0,2% para 1.242,85 dólares, enquanto a prata cai 0,81% para 16,3443 dólares.

Destaques do dia

BCP perde dois terços dos últimos aumentos de capital. Os investidores colocaram no BCP cerca de 4,4 mil milhões de capital nos últimos cinco anos. Mas a queda das acções deixou o banco liderado por Nuno Amado a valer 1,3 mil milhões, menos 70% daquele montante.

CMVM proíbe vendas a descoberto sobre o BCP por mais dois dias. O regulador liderado por Carlos Tavares estendeu a proibição da utilização de estratégias que permitem lucrar com a descida das acções do BCP. E não exclui que exista “um fenómeno de especulação”.

Crédito para investir na bolsa em máximos. A concessão de financiamento para realizar operações sobre instrumentos financeiros subiu nos primeiros três meses do ano, apesar do aumento da turbulência. BCP e Banco de Investimento Global registam dos maiores aumentos no crédito concedido.

Moody’s ameaça cortar rating da Caixa. A agência de notação financeira colocou a classificação da dívida de longo prazo da CGD sob revisão para um possível “downgrade”.

Juros dos novos depósitos sobem de mínimo histórico. A taxa média oferecida pelos bancos nas novas aplicações aumentou ligeiramente em Abril. Foi a primeira vez em meio ano.

Fed: Juros vão subir mas (ainda) não se sabe quando. A presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos repete que é “apropriado” subir os juros de forma gradual mas não adianta qualquer data. Até porque subsistem “áreas de incerteza” na economia norte-americana e vários riscos a nível global.

O que vai acontecer hoje

Mota-Engil. Acções passam a negociar sem direito ao dividendo de 0,05 euros. O pagamento é realizado dia 9 de Junho.

Pharol. Acções passam a negociar sem direito ao dividendo de 0,03 euros. O pagamento é realizado dia 9 de Junho.

Euronext. Arranque dos Euronext Pan European Days, que decorrem em Nova Iorque e Boston até 9 de Junho.

EUA. Primárias para as presidenciais nos EUA nos Estados de Califórnia, Montana, Nova Jersey, Novo México, Dakota do Norte e Dakota do Sul.

Zona Euro. Produto interno bruto (PIB), no primeiro trimestre – última estimativa.

INE. Índice de custos de construção de habitação nova e índice de preços de manutenção e reparação regular da habitação, relativos a Abril. (Jornal de Negocios)

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