Abertura dos mercados: Investidores animados após recuo do Brexit na sondagens

(Bloomberg)

As últimas sondagens relativas ao referendo sobre a permanência do Reino Unido na Europeia mostram que os partidários de uma manutenção do país estão a liderar as intenções de voto, o que está a animar os mercados. As bolsas disparam, o petróleo valoriza e os juros recuam.

Os mercados em números

PSI-20 soma 2,57% para 4.635,50 pontos

Stoxx 600 avança 2,14% para 332,74 pontos
Nikkei valorizou 2,34% para 15.965,30 pontos

“Yield” a dez anos de Portugal desce 6,8 pontos base para 3,245%

Euro ganha 0,62% para 1,1347 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,32% para 49,82 dólares por barril

Bolsas europeias no verde

O referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia continua a dominar a atenção dos investidores. A tendência é inequívoca nas duas sondagens publicadas após o assassinato da deputada trabalhista e defensora da permanência do Reino Unido (RU) na União Europeia (UE), Jo Cox: o Brexit perdeu a dinâmica de subida registada uma semana antes e os partidários da permanência na UE voltaram a liderar, ainda que por uma margem muito escassa. Estes dados estão a animar os investidores quer na Europa quer na Ásia.

Para já, o principal índice holandês lidera as valorizações no Velho Continente, ao registar uma subida de 3,14%, seguido do francês CAC40 que avança 3%. O PSI-20 soma 2,57% impulsionado nomeadamente pela forte valorização dos títulos do BCP. O Stoxx 600, índice de referência, cresce 2,14%.

No Japão, o Nikkei encerrou a subir 2,34% e o Topix valorizou 2,27%.

Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão a recuar no mercado secundário. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” descem 6,8 pontos-base para 3,245%. No caso da dívida germânica, na mesma maturidade, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si, sobem 2,4 pontos-base para 0,042%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 316,8 pontos.

Este comportamento tem lugar depois de na passada sexta-feira, os menores receios quanto à saída do Reino Unido da União Europeia terem já levado os investidores a retomarem as apostas de maior risco. Neste sentido, os juros da dívida portuguesa recuaram 10,5 pontos base para 3,313% no fecho da sessão.

Libra próxima do maior ganho em três meses

A moeda britânica está a valorizar em relação às principais pares mundiais e aproxima-se mesmo do maior ganho em três meses. As últimas sondagens mostram que os partidários da permanência na UE voltaram a liderar o que está a impulsionar a libra. Em relação ao euro, a libra soma1,03% para 1,2861 euros. Face à moeda norte-americana, a libra avança 1,71% para 1,4603 dólares.

Brent acima dos 49 dólares

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, numa altura em que o dólar está a perder terreno. Esta desvalorização da moeda norte-americana está a impulsionar o apetite dos investidores por activos denominados em dólares. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 1,19% para 48,55 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e que serve de referência para as importações nacionais, avança 1,32% para 49,82 dólares por barril.

Ouro afunda para mínimos de quase um mês

O ouro está a desvalorizar para níveis próximos de um mês. As sondagens que sugerem uma permanência do Reino Unido na União Europeia estão a penalizar a procura dos investidores por activos considerados de refúgio, como é o caso do ouro. Por esta altura, o metal amarelo, para entrega imediata, desce 1,18% para 1.283,29 dólares por onça.

Destaques do dia

Caldeira Cabral: “As minhas políticas não são nada tímidas”. O ministro que António Costa apelidou de tímido diz que prefere deixar as suas políticas falarem por si. Ao Negócios, desenvolve alguns dos grandes dossiês de um Ministério que perdeu as obras públicas, mas ganhou a área da energia.

Caldeira Cabral: “Banca não está a dar crédito às empresas como gostaríamos”. O ministro da Economia explica a redefinição que o Governo fez ao Banco de Fomento. E faz um primeiro balanço dos fundos comunitários, antigos e actuais.

Caldeira Cabral: “Há 25 novas rotas aéreas que estão a ser abertas e negociadas”. O turismo em Portugal continua em crescimento, mas o ministro da Economia não receia que a economia não esteja a ficar muito dependente do sector. Mas defende que Portugal não pode ser só sol e praia e precisa de diversificar o seu turismo apostando em novos mercados, como o chinês.

Caldeira Cabral: “Estamos a trabalhar na revisão das rendas de energia”. O ministro da Economia garante que está atento às rendas e que está a trabalhar com as energéticas para rever os contratos. Sobre as críticas do presidente da EDP à tarifa social, diz que percebe a sua posição e que está aberto a rever contratos.

Passos imune a pressões avança com inquérito parlamentar à CGD. Ausente no Brasil, em visita às comunidades portuguesas, Pedro Passos Coelho foi obrigado a travar as tentativas que se moveram em Lisboa para impedir a comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos.

António Costa chama empresários a São Bento. O primeiro-ministro reuniu na sexta-feira passada com duas dezenas de empresários para falar sobre exportações, que têm estado a cair, disse este domingo Marques Mendes, na SIC Notícias.

O que fazer com as obrigações de retalho da Portugal Telecom? O dilema dos investidores de retalho que detêm obrigações vendidas pela antiga Portugal Telecom em Julho de 2012 é de vender no mercado e assumir uma perda considerável ou de manter os títulos e esperar pelo desenlace das negociações entre a Oi e o grupo de credores.

Accionistas da Pharol sofrem com indefinição na Oi. A incerteza quanto ao futuro da Oi também penaliza os accionistas da Pharol. Além da desvalorização das acções, a diluição da participação da ex-PT SGPS na operadora também está em cima mesa.

O que vai acontecer esta segunda-feira

Dados da construção – Serão divulgados os dados da construção no mês de Abril, na Zona Euro. No mês anterior tinha sido observada uma quebra de 0,9%.

Discurso de Mario Draghi – Mario Draghi, presidente do BCE, vai discursar no Parlamento Europeu. Jornal de Negocios

por Ana Laranjeiro

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