Abertura dos mercados: Bolsas europeias regressam às quedas. Euro volta a subir

(Bloomberg)

Depois de duas sessões de ganhos, as bolsas europeias voltaram para terreno negativo numa altura em que os investidores estão focados não só na evolução da política monetária, como nos eventos políticos que vão marcar o mês: as eleições em Espanha e o referendo sobre o Brexit.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,28% para 4.871,12 pontos

Stoxx 600 desce 0,53% para 344,41 pontos

Nikkei valorizou 0,93% para 16.830,92 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 3,119%

Euro sobe 0,15% para 1,1375 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,06% para 51,47 dólares o barril

PSI-20 contraria perdas da Europa
As bolsas europeias estão a negociar em terreno negativo esta quarta-feira, 8 de Junho, depois de duas sessões consecutivas de ganhos. O Stoxx 600 desce 0,53% para 344,41 pontos. A bolsa nacional contraria o sentimento negativo com uma valorização de 0,28% para 4.871,12 pontos, impulsionada sobretudo pelo BCP.

O banco liderado por Nuno Amado dispara 7,45% para 2,74 cêntimos, depois de já ontem ter escalado mais de 15%.

Juros da dívida praticamente inalterados
Os juros da dívida pública portuguesa estão praticamente inalterados esta quarta-feira, seguindo a tendência que se estende à generalidade dos países europeus. A ‘yield’ associada às obrigações a dez anos sobe 0,1 pontos base para 3,119%, a mesma variação dos juros da dívida espanhola no prazo de referência.

Dólar em mínimos de um mês

O índice que mede a evolução do dólar norte-americano face às principais divisas mundiais está em queda pela quarta sessão consecutiva, no valor mais baixo em um mês.

Este índice caiu mais de 1,5% na passada sexta-feira, após a divulgação dos dados do emprego nos Estados Unidos que mostraram que a maior economia do mundo criou apenas 38 mil postos de trabalho em Maio, o valor mais baixo desde 2010. O dólar continuou pressionado esta semana devido à especulação de que a Reserva Federal norte-americana deverá adiar a subida dos juros no país.

Na segunda-feira, Janet Yellen repetiu que é “apropriado” aumentar a taxa directora gradualmente, mas não deu qualquer pista sobre o ‘timing’ do próximo movimento, tendo identificado vários riscos a nível global. O mercado interpretou que fica descartado um aumento das taxas este mês (a Fed termina a sua reunião mensal a 15 de Junho) e que a próxima subida poderá até nem ocorrer em Julho.

Petróleo sobe antes das reservas

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais e já atingiu novos máximos de Outubro do ano passado, em Londres e Nova Iorque, devido aos sinais de que o excedente de matéria-prima, a nível global, está a diminuir.

O West Texas Intermediate (WTI) ganha 0,18% para 50,45 dólares enquanto o Brent, que serve de referência às importações europeias, sobe 0,06% para 51,47 dólares.

Esta quarta-feira, a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos vai revelar os dados sobre as reservas de crude norte-americanas que, segundo os analistas consultados pela Bloomberg deverão ter diminuído em 3 milhões de barris na semana passada.

Ouro em máximos de duas semanas

O metal precioso está a negociar no valor mais alto das duas últimas semanas, contrariando a evolução do dólar, numa altura em que cresce a especulação de que a Reserva Federal dos Estados Unidos deverá adiar a próxima subida dos juros.

O ouro sobe 0,56% para 1.250,76 dólares por onça, o valor mais alto desde o dia 24 de Maio. Já a prata avança 1,18% para 16,5850 dólares.

Destaques do dia

Sonangol perde quase 1,5 mil milhões no BCP. A empresa angolana passou a ser accionista de referência do BCP em 2007, acompanhando depois os vários aumentos de capital do banco. As menos-valias potenciais ultrapassam os 1,44 mil milhões de euros, o equivalente ao valor actual do banco liderado por Nuno Amado.

Nuno Amado: “Não há nenhuma intenção de pedir capital aos accionistas”. Depois de oito dias de fortes quedas nas acções, o presidente do Banco Comercial Português deu uma entrevista à Reuters onde diz que os “accionistas podem estar tranquilos”, pois “não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos accionistas”.

Moody’s corta rating do Montepio para sexto nível de “lixo”. A agência de notação financeira desceu em dois níveis a classificação da Caixa Económica Montepio Geral, de B1 para B3. E pode vir a descer mais, pois o “outlook” é negativo.

Brexit será mais uma acha nas bolsas europeias. Está a ser um ano negativo para a generalidade dos mercados europeus, mas pode ficar ainda pior dependendo do resultado do referendo.

Emissões de dívida em dólares? Casalinho diz que é muito caro. A presidente do IGCP está nos EUA a “vender” Portugal. Na véspera de mais um leilão a cinco e nove anos, afastou a ideia de uma emissão em dólares. É que a evolução cambial tornou os títulos pouco apetecíveis para o Tesouro.

Aumento de capital da EDP Brasil subscrito em 98%. A conclusão do aumento de capital da EDPB está prevista para meados do próximo mês. Durante o período de exercício do direito de preferência, foram subscritos 128,3 milhões de acções, totalizando 1,47 milhões de reais (369,2 milhões de euros).

EDP arrecada mais 73 milhões com défice tarifário. A eléctrica liderada por António Mexia anunciou mais um negócio para a alienação de défice tarifário. Nos cofres da empresa entram mais 73 milhões de euros.

CaixaBI sobe preço-alvo da Sonae Capital e critica pagamento de dividendos. O banco de investimento diz que teria sido mais benéfico para os accionistas que a empresa cortasse a dívida, em vez de pagar dividendos.

O que vai acontecer hoje

Banco de Portugal. Boletim Económico de Junho.

Alphabet. Assembleia-geral anual na sede da Google.

INE. Índice de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas na indústria, relativo a Abril. (Jornal de Negocios)

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