Victor Aleixo:” ‘Ninguém puxa a brasa para o país’

(Foto: D.R.)

Na segunda parte da entrevista que concedeu a OPAÍS e à Rádio Mais, Victor Aleixo garante que as pessoas que tornaram Angola dependente das importações ‘estão aí e nunca foram responsabilizadas’, apesar de se mostrarem mais interessadas em receber comissões do que privilegiarem a produção interna. O jornalista e empresário da comunicação social esperava muito mais do GRECIMA na defesa da imagem do país no exterior e revela que ‘nunca mais irá aceitar integrar um conselho de administração na qualidade de administrador não-executivo’. As razões só ele conhece e as expõe a seguir, depois de alguns anos nessa qualidade ligado à Televisão Pública de Angola (TPA).

A diversificação da economia foi o tema de um dos textos que assinou em Maio na revista Figuras & Negócios, em que garantia que se está a falar muito do assunto mas na prática pouca coisa estará a acontecer. Quais são as linhas mestras que defende para a existência de uma diversificação económica real?

Temos que saber pensar o país. O que acontece é que qualquer um dos ministros puxa a brasa para a sua sardinha. Ninguém puxa a brasa para o país. Não vamos ter uma diversificação da economia se não tivermos o problema da água e da energia resolvidos. Os prazos começam a ser encurtados.

Temos que definir o que é que queremos fazer, agricultura ou indústria em todo o país ou se haverá zonas que teremos que privilegiar. Temos que saber privilegiar onde deve ser a nossa maior aposta. Há uma série de questões que temos de fazer.

Nesta mesma edição falo da questão do investimento. O Governo até pode ter feito bem. Tirou-se a ANIP e criou-se várias estruturas. Todos os ministérios hoje têm uma estrutura para o investimento privado. (opais)

Por: Dani Costa e Mariano Quissola

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