Temer terá sua primeira reunião ministerial nesta sexta-feira

(REUTERS)

Governo visa aprovar emenda para rombo fiscal maior, de acordo com a meta encaminhada pelo governo Dilma. Equipe ministerial do presidente interino é a primeira estritamente masculina desde o regime militar.

O novo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, comunicou, após sua posse no Palácio do Planalto, que o presidente interino Michel Temer convocou para esta sexta-feira (13/05), às 9h (horário de Brasília), a primeira reunião ministerial para discutir as medidas do governo que deverão ser anunciadas na próxima semana.

De acordo com o ministro, os projetos prevendo reajuste para o funcionalismo público e negociados com o governo anterior serão mantidos. “Vamos trabalhar pela aprovação desses projetos, porque pacto firmado tem de ser cumprido e governo tem de ter palavra”, afirmou.

Jucá acrescentou que a proposta é trabalhar para reduzir o número de cargos de confiança, melhorar e qualificar as despesas do governo. “O gasto público tem de ser feito com responsabilidade. O dinheiro é pouco. Portanto, tem de ser bem aplicado em prol da melhoria da população”, disse.

Jucá reafirmou que Temer quer aprovar rapidamente a meta fiscal encaminhada pelo governo de Dilma Rousseff, que prevê déficit de 96 bilhões de reais, para que não haja paralisação das atividades do Executivo. Equipe de Temer deve apresentar uma emenda que visa permitir que o rombo fiscal seja maior do que o previsto. Segundo ele, o assunto será tratado com o Congresso Nacional a partir da próxima semana.

Para o ministro, o governo precisa retomar a estabilidade econômica e política. “A segurança jurídica tem de voltar a dar garantias aos investidores internos e externos. Temos o grande desafio de reverter o quadro inflacionário e o desemprego. Isso só se fará com crescimento econômico e com expectativa positiva”, reiterou Jucá.

O ministro disse ainda que este não é o momento de discutir um possível aumento de impostos, que pode ser definido no futuro. “Agora temos de focar em outras ações que possam gerar emprego e que possam fazer o crescimento voltar.”

Segundo ele, o governo discutirá uma nova política de fortalecimento das agências reguladoras e estatais com meritocracia, acompanhamento e nova governança. Além disso, a discussão de papel de estatais e novos dirigentes será feita com “todo cuidado”.

“Melhorar o serviço público é ter boa governança, melhorar gastos, acabar com desperdício, acabar com posições repetitivas em esferas do estado, município e governo federal”, concluiu.

Ministérios estritamente masculinos

Na quinta-feira, Temer discursou na cerimônia de posse dos novos ministros. Como presidente em exercício, o peemedebista reduziu para 23 o número de ministérios, que chegou a 32 no governo Dilma.

Pela primeira vez em 37 anos – desde o governo militar de Ernesto Geisel (1974-1979) –, nenhuma mulher ocupa um cargo ministerial. A primeira ministra no Brasil foi a advogada Esther de Figueiredo Ferraz, que ocupou a pasta da Educação durante o governo militar de João Figueiredo.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie chegou a ser convidada para assumir a Controladoria-Geral da União (CGU), mas recusou.

Na sequência, o presidente interino decidiu recriar o Gabinete de Segurança Institucional e criou o Ministério da Fiscalização, Transparência e Controle, fechando a Controladoria-Geral da União. (DW)

PV/abr/ots

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