TAAG corta nos carros e comunicações para reduzir custos

(Foto: D.R.)

A transportadora aérea definiu uma nova política de aquisição, utilização e abate das viaturas. Fonte da direcção promete mais esclarecimentos sobre o assunto.

O Conselho de Administração da companhia angolana de bandeira decidiu no início deste mês diminuir o número de beneficiários de automóveis na empresa.

A decisão, assinada pelo presidente do conselho de administração, Peter Hill, que ocupa a direcção em representação da Emirates Airlines, decidiu que desde o passado dia 10 do mês em curso apenas o próprio, os administradores executivos e directores terão viaturas atribuídas pela companhia.

O PAÍS apurou que ao mais alto responsável, segundo uma deliberação imputada ao responsável, está destinado um carro num valor estipulado até 250 mil dólares norte-americanos.

Os outros beneficiários, com um plafond de 150 mil dólares para os seus automóveis, são os administradores Joaquim Teixeira da Cunha (o único angolano que integra do executivo), Vipula Mathanga Gunatelleka (finanças e administração), Patrick Rotsaert (área comercial) e Donald Hunter (área de operações).

Os directores foram agraciados com uma verba para aquisição de carros orçada em 50 mil dólares norte- americanos, ou seja, um terço do que foi estipulado para os administradores não executivos.

Mas, ao contrário do presidente do Conselho de Administração e dos quatro administradores executivos, informações a que O PAÍS teve acesso indicam que não terão direito a manutenção dos meios, combustível, pagamentos de outros impostos e seguro.

Os administradores não executivos, nomeadamente Luís dos Santos, Arlindo de Sousa, Mário Von Hoff e Adelaide Godinho não foram contemplados no âmbito das novas medidas tomadas para se delinear uma ‘política referente à aquisição, utilização e abate de viaturas’.

O inglês Peter Hill terá decidido na mesma altura suspender a atribuição de subsídios de telefone aos colaboradores a partir do processamento salarial. Desde 10 de Maio último ficaram definidos alguns plafond mensais para os responsáveis da empresa, no caso, o próprio presidente do Conselho de Administração, o ‘Vice PCA’, os administradores não executivos’, directores, subdirectores, chefe de tesouraria, assistente executivo, assessor do PCA, chefe de escala, motorista do Conselho de Administração e estafeta/motoboy.

Mas, a possível atribuição de um plafond mensal de 900 Kwanzas de saldo da empresa Unitel para os chefes de escala está a deixar agastados alguns dos integrantes desta categoria, tendo em conta a dimensão do trabalho que possuem.

Trata-se de uma proposta idêntica a que será dada aos estafetas, motoristas do Conselho de administração e ao assistente executivo. Por outro lado, segundo ainda as fontes deste jornal, os administradores não executivos terão direito a um subsídio de comunicação próximo dos 14 mil Kwanzas, semelhante aos chefes de tesouraria, subdirector e inferior ao assessor do PCA (mais de 20 mil Kwanzas). (opais)

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