Suíça: Ministro da Saúde realça esforços do Governo no combate à Febre amarela

Matshidiso Moeti Director Regional da OMS para Africa, ministro da Saúde de Angola, Luís Gomes Sambo e directora-geral da OMS, Margareth Chan (Foto: Angop)

O ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, realçou hoje (segunda-feira), em Genebra (Suíça), os esforços do Governo angolano e parceiros no combate ao surto de febre amarela que assola o país, desde Dezembro de 2015.

O Governante fez este pronunciamento quando intervinha no debate geral da 69ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre no Palácio da Nações, sob o tema principal “Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

Segundo o titular, a epidemia teve como epicentro a província de Luanda, tendo no momento atingido a cifra de 2.504 casos suspeitos, dos quais 761 foram confirmados.

“Um total de 298 mortes foram relatadas, sendo a faixa etária entre os 15 e 29 anos a mais afectada”, sublinhou, esclarecendo que o mosquito Aedes aegypti existe por quase todo o país.

Indicou que o Governo criou um grupo de trabalho com a participação técnica de parceiros e desenvolveu um Plano Nacional de Resposta a Epidemia, que inclui cinco componentes principais: Vigilância da doença, vacinação, controlo integrado do vector, cuidados clínicos e mobilização social.

O médico anunciou que o Governo, que considera o surto como prioridade, disponibilizou cerca de 70 milhões de dólares para cobrir os custos de vacinas de febre amarela, medicamentos essenciais e gastos operacionais.

Deu a conhecer que o Executivo angolano decidiu vacinar toda a população, e que cerca de oito milhões de pessoas foram já vacinadas; registando-se neste momento uma tendência para o decréscimo do número de novos casos e de óbitos.

O responsável assegurou o empenho total do Executivo angolano na garantia dos cuidados de saúde essenciais à população e nas medidas com vista a pôr termo a epidemia de febre amarela.

Entretanto, manifestou-se preocupado com a escassez de vacinas contra a febre amarela no mercado internacional, já que o stock existente não é suficiente para a demanda mundial. “Contamos com o empenho da OMS e da Aliança GAVI para o aumento da produção de vacinas”, sublinhou.

O ministro Luís Gomes Sambo agradeceu a missão da OMS integrada pela sua Directora Geral, Margareth Chan, e a Directora Regional para África, Moeti, que se deslocou à Angola para assessorar o Governo nas medidas de resposta a epidemia.

Durante a sua intervenção, o angolano saudou o relatório apresentado pela Directora Geral da OMS, que reflecte o apoio que tem sido prestado ao continente africano, e congratulou-se com a declaração do Grupo Africano.

Em relação a reforma da OMS, disse que aprecia o relatório apresentado, apesar dos níveis variáveis da implementação de cada uma das suas componentes.

“Entendemos que a componente de gestão foi comprometida pelo surto de Ébola que afectou a África do Oeste, e que tem colocado sob pressão a estrutura e sistemas da OMS. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA