Soares da Costa apresenta queixa-crime contra presidente de Sindicato da Construção

(Foto: D.R.)

A queixa-crime é subscrita pela Soares da Costa Construções e, individualmente, pelos administradores executivos, por difamação e calúnia. Os autores do processo judicial pedem “reparação moral e material”.

A Soares da Costa  e os seus administradores executivos anunciaram esta quarta-feira, 11 de Maio, ter decidido apresentar queixas-crime por “difamação e calúnia” contra o presidente do Sindicato da Construção de Portugal, Albano Ribeiro.

Em comunicado assinado pelo presidente da Comissão Executiva da empresa, Joaquim Fitas, a Soares da Costa acusa Albano Ribeiro de “reiterada e obsessivamente [insistir] em mentir e tentar denegrir a Soares da Costa, sem que se vislumbrem propósitos claros”.

Em reacção, Albano Ribeiro disse que “têm todo o direito de avançar com isso”, da mesma maneira que o presidente do sindicato “tem todo o direito” de se defender”, estando “num Estado de direito democrático” e acusou a empresa de receber as quotas sindicais e de não as enviar para o sindicato, pelo que poderiam também apresentar uma queixa-crime, algo que não foi feito até aqui “por causa dos trabalhadores”.

“Nesta data, a Soares da Costa Construções, SGPS, SA e os administradores executivos a título individual decidiram apresentar queixa-crime por difamação e calúnia, visando a correspondente reparação moral e material”, pode ler-se no comunicado.

A construtora sublinha ser “mentira que existam em qualquer uma das empresas que fazem parte da Soares da Costa, SGPS, SA, quaisquer desvios de verbas, de qualquer montante e para qualquer pretexto” e ser mentira “que exista qualquer propósito, formalizado ou não, de qualquer dos donos de obra da Soares da Costa, de rescindir contratos de empreitada em que a empresa esteja envolvida”.

O mesmo comunicado acrescenta ser “mentira que existam disponibilidades financeiras da empresa que não estejam a ser utilizadas para o cumprimento das suas obrigações, nomeadamente pagamento de salários”.

“As dificuldades que a empresa atravessa, transversais ao sector e às empresas que têm o volume de negócios nas geografias em que operamos, têm sido explicadas directamente aos trabalhadores e ao órgão representativo dos mesmos (a Comissão de Trabalhadores eleita regularmente), que têm tido uma atitude exemplar de compreensão e empenho para a ultrapassagem dessas dificuldades”, referiu ainda a empresa.

O presidente do Sindicato da Construção de Portugal disse hoje que, na terça-feira, foi feita uma queixa da construtora Soares da Costa à Polícia Judiciária por atrasos nos pagamentos aos trabalhadores.

Em declarações à Lusa horas depois de uma conferência de imprensa sobre o assunto, Albano Ribeiro voltou a acusar a Soares da Costa de ter “oito milhões de euros em dois bancos”, o que, segundo o presidente do sindicato, “dava para pagar os salários todos em Angola e em Portugal”.

“Não faria declarações destas se não estivesse seguro daquilo que estou a dizer”, disse Albano Ribeiro, em resposta ao anúncio da queixa-crime por parte da empresa. (jornaldenegocios)

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