Savchenko volta à Ucrânia

(Sputnik/ Sergei Pivovarov)

A militar ucraniana Nadezhda Savchenko volta a Kiev depois do Presidente Putin decretar indulto.

Moscovo confirma oficialmente o retorno da militar ucraniana Nadezhda Savchenko a Kiev. O anúncio, que desde a madrugada é discutido na média internacional e nas redes sociais, foi oficialmente confirmada pelo porta-voz do Kremlin Dmitry Peskov.

O perfil da agência Reuters no Twitter informou na manhã de hoje que o avião de Poroshenko tinha descolado do aeroporto da cidade russa de Rostov-no-Don.

“A ucraniana Savchenko está a bordo do avião presidencial ucraniano, que descolou do aeroporto de Rostov-no-Don com destino a Kiev”, diz o tweet, citando uma fonte próxima do assunto.

O avião presidencial de Pyotr Poroshenko chegara à cidade russa Rostov-no-Don, no sul do país, na madrugada de 25 de maio, segundo as informações divulgadas pela agência ucraniana UNIAN.

A iniciativa da devolução de Savchenko à Ucrânia foi dirigida ao presidente russo Vladimir Putin pelo seu homologo ucraniano Pyotr Poroshenko há duas semanas atrás, de acordo com a edição online Expert.ru.

A entrega de Nadezhda Savchenko à Ucrânia e de Yevgeny Erofeev e Aleksandr Aleksandrov à Rússia teve lugar mas não é uma troca, informou a presidente do Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) da Rússia Valentina Matvienko.

“A entrega à Ucrânia de Nadezhda Savchenko e à Rússia dos russos Erofeev e Aleksandrov teve lugar. Aconteceu no âmbito da Carta Europeia sobre entrega de condenados ratificada pela Rússia e Ucrânia”, explicou. “Não é uma troca”, enfatizou Matvienko.

21 deste Março o tribunal da região de Rostov reconheceu Nadezhda Savchenko, militar ucraniana, culpada da morte de dois jornalistas russos em Donbass e passagem ilegal da fronteira.

Segundo o juiz, Savchenko integrou o batalhão Aydar por sua iniciativa pessoal com o objectivo de participar das acções militares no Sudeste da Ucrânia. Posteriormente, entrou em conluio com o comandante do batalhão, Sergei Melnichyuk, a fim de utilizar peças de artilharia para lançar fogo contra os civis, inclusive os que não participavam das hostilidades, visando eliminá-los. (SPUTNIK)

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