Samakuva afirma que Unita nada perdeu com a criação da CASA-CE

Presidente da Unita, Isaías Samakuva (Foto: Pedro Parente)

O Presidente da Unita, Isaías Samakuva, referiu segunda-feira à noite, em Luanda, que o seu partido nada perdeu com o surgimento da coligação CASA-CE, nem que alguma vez o seu eleitorado estivesse em risco por esta razão.

Este posicionamento de Isaias Samakuva, líder do maior partido da oposição, foi manifestado em declarações à TPA, acrescentando que a Unita não encara deste modo a saída destes ex-militantes do topo do partido, uma vez que as formações políticas criam-se quando existirem razões da parte de quem as cria.

”Se alguém não concorda com o posicionamento da organização onde se encontra é livre de o fazer”, disse.

Em relação a realização de eleições autárquicas, Isaías Samakuva criticou aquilo a que considerou como atrasos na realização das mesmas, acrescentando que as condições para tal criam-se, ”uma vez que não se fala nelas a partir de hoje, mas há mais de cinco anos”.

“A própria Constituição prevê a realização de eleições autárquicas, portanto, a partir do momento em que se aprovou a Constituição é dever de quem é responsável organizar e criar estas condições”, disse.

No caso da realização de eleições gerais, ressaltou que as tarefas que existem, estabelecidas pela Assembleia Nacional, são muitas e nenhuma destas foi concluída até ao momento, faltando 14 meses para a realização do pleito eleitoral.

Deste modo considera que a preparação das próximas eleições poderá ser precipitado.

Entre as acções para a realização do processo salientou a lei para as eleições que não está feita e cuja discussão nem sequer teve início e a preparação das condições técnicas e logísticas para a realização do registo eleitoral oficioso em todo o país.

Destacou também a aceleração das tarefas referentes à massificação do registo civil e atribuição do Bilhete de Identidade, esta última inicialmente prevista até finais de Março de 2016 e a promoção da discussão e aprovação da legislação sobre a administração local do Estado e sobre o poder tradicional, com o prazo final no segundo semestre de 2015.

No entanto, acrescentou que a Unita tem ouvido as garantias do Executivo, “mas sabemos que é preciso que existam condições”. (ANGOP)

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