Primeiro-ministro do Canadá pede desculpas por atingir deputada

(AP)

Em meio à acalorada sessão sobre suicídio assistido, Justin Trudeau teria dado cotovelada numa parlamentar da oposição. Ele alega que queria dar continuidade a votação, e opositores classificam ato de vergonhoso.

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, pediu desculpas nesta quinta-feira (19/05) por ter feito “contacto físico” com uma parlamentar da oposição, que alega ter recebido uma cotovelada. O incidente aconteceu em meio a uma sessão acalorada sobre uma lei de suicídio assistido.

A deputada Ruth Ellen Brosseau afirmou que teve de deixar a Câmara dos Comuns após a suposta agressão. “Eu recebi uma cotovelada do primeiro-ministro no peito, e então, tive que sair. Foi demais”, disse. “Perdi a votação por causa disso.”

Imagens registadas pelo sistema interno da Câmara mostram Trudeau caminhando em direcção a um grupo de parlamentares, e logo se vê Brosseau fazendo uma careta de dor. O primeiro-ministro pega, então, o opositor Gord Brown pelo braço, aparentemente para conduzi-lo até seu assento para que a votação pudesse seguir adiante.

Mais tarde, o primeiro-ministro afirmou que não tinha a intenção de machucar ninguém quando tentou escoltar o legislador. Trudeau disse ter pensado, ao andar pelo corredor da Câmara, que o homem estava sendo barrado e que queria ajudá-lo com o objectivo de acelerar a votação.

“Admito que tive contacto físico com alguns dos membros quando estendi meu braço, incluindo alguém atrás de mim que não vi. Peço desculpas por isso, sem reservas”, disse o primeiro-ministro.

Clima tenso

O clima entre os parlamentares é de tensão num momento em que o governo tenta avançar com uma lei para permitir que adultos com graves problemas de saúde possam dar fim ao próprio sofrimento por meio do suicídio assistido.

O deputado opositor Peter Julian chamou o ato de Trudeau contra a parlamentar de “um empurrão bastante violento” e disse nunca ter visto um comportamento do tipo em seus 12 anos de Parlamento.

O conservador Andrew Scheer, por sua vez, disse que estava sentado em frente a Trudeau e que ficou claro que ele perdeu o controle, tendo sido “motivado pela raiva”.

Rona Ambrose, líder interina dos conservadores, classificou o comportamento do primeiro-ministro de chocante e vergonhoso. Ela afirmou que claramente a intenção de Trudeau era intimidar legisladores fisicamente quando acabou empurrando Brosseau contra uma mesa. “Ele deveria se envergonhar”, disse. (DW)

LPF/afp/ap

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