Presidente guineense demite Governo

José Mário Vaz, Presidente da Guiné-Bissau (AFP)

Numa mensagem à nação, José Mário Vaz disse que o Executivo liderado por Carlos Correia era o “problema real” a resolver. Pediu ainda aos líderes partidários que colocassem os interesses do país em primeiro lugar.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, afirmou esta quinta-feira (12.05) que a solução para a crise política no país “é a composição de um Governo que reflita os sentimentos maioritários do povo representado no Parlamento e que lhe permita governar em condições de estabilidade.”

Numa mensagem ao país, citada na página do Facebook da emissora guineense Rádio Jovem, José Mário Vaz explicou que “de A a Z, todos os exercícios de busca de consenso para a saída da crise que me foram apresentados incidem sobre o Governo.”

“Perante o estado em que as coisas chegaram, vou optar pela decisão que responsabilize as lideranças partidárias, dando-lhes a soberana oportunidade para provar que colocam os superiores interesses da Nação e do povo acima dos seus interesses pessoais, de grupos ou partidários”, continuou Vaz. “Vou optar por uma decisão que obrigue os atores políticos a encontrarem uma solução governativa no quadro parlamentar resultante das últimas eleições legislativas.”

“Imprevisíveis consequências”

O chefe de Estado guineense reuniu-se esta semana com os partidos com assento parlamentar e com o Conselho de Estado para analisar a situação política do país. Domingos Simões Pereira, líder do partido no poder, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) admitiu que a dissolução do Parlamento e a convocação de eleições antecipadas seria uma solução.

Após a reunião do Conselho de Estado, os ministros guineenses emitiram um comunicado em que responsabilizavam José Mário Vaz pelas “imprevisíveis consequências que poderão advir da sua desesperada tentativa de demitir, pela segunda vez consecutiva, mais um Governo constitucional do PAIGC”.

O Conselho de Ministros culpou ainda o chefe de Estado “pela prevalência do clima de desentendimento na Assembleia Nacional Popular devido ao seu claro posicionamento em defesa dos 15 deputados em regime de perda de mandato, tornando-se assim parte do problema e não da sua solução”.

Os 15 deputados foram expulsos do partido no poder e pretendem agora aliar-se à oposição para o derrube do Executivo. (VOA)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA