Porto Rico abre mais um capítulo no incumprimento de dívida

(Bloomberg)

Este é já o segundo incumprimento de Porto Rico. Agora estão em causa 422 milhões de dólares, apesar de a região norte-americana afirmar que pagará os juros correspondentes. A decisão, justifica o governador, visa colocar a população em primeiro lugar.

Um pequeno paraíso norte-americano, mas uma grande dor de cabeça financeira. Sem solução para a elevada dívida, o governador da ilha de Porto Rico, Alejandro Garcia Padilla, voltou a declarar a suspensão unilateral do pagamento de dívida. Desta feita são 422 milhões de dólares, cerca de 368 milhões de euros, que o Government Development Bank teria de pagar até ao final desta segunda-feira, 2 de Maio.

“Confrontado com a incapacidade de cumprir com as exigências dos credores e as necessidades da nossa população, tive de tomar uma decisão”, afirmou Garcia Padilla, num discurso televisivo citado pela Bloomberg. Na mesma comunicação, o governador da região norte-americana de Porto Rico acrescentou que a decisão é de que “os serviços essenciais para os 3,5 milhões de cidadãos norte-americanos em Porto Rico vêm em primeiro lugar”.

A moratória foi assinada no passado sábado, 30 de Abril, numa decisão que Garcia Padilla caracterizou de “dolorosa”, cita a Reuters. E justificou que esta apenas surge devido à inacção do Congresso norte-americano, que ainda debate uma solução para os mais de 70 mil milhões de dólares em dívida. “Nós não queremos um resgate. Nós não pedimos um resgate. Não nos ofereceram um resgate”, atirou ainda o responsável porto-riquenho na comunicação à população.

Actualmente, decorrem conversações para um perdão parcial da dívida em causa (“haircut”). A proposta de Porto Rico é que os investidores aceitem receber apenas 56,25% do montante, segundo um comunicado do Government Development Bank. Mas se a região norte-americana entrar num programa de reestruturação mais amplo, esta taxa cairá para 47%.

Apesar de pagar na totalidade os juros previstos, este incumprimento abre a porta a outros no curto prazo. Isto porque, para 1 de Julho, está agendado o reembolso de dois mil milhões de dólares. Até ao momento, Porto Rico apenas tinha incumprido em 143 milhões de dólares. (Jornal de Negocios)

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