Popularidade de Trump não parece afetada por recuo em estratégia de arrecadação

Provável candidato presidencial republicano Donald Trump durante evento em Oregon. 06/05/2016 (REUTERS/Jim Urquhart)

Os apoiantes do provável candidato presidencial republicano Donald Trump parecem não ter se incomodado com sua decisão de aceitar contribuições de doadores, apesar da promessa anterior de custear sozinho sua própria campanha e de ter classificado seus rivais de marionetas de abastados grupos de interesse.

A promessa era um dos alicerces da estratégia eleitoral do bilionário para se apresentar como alguém de fora do sistema político e imune aos doadores ricos, embora tenha aceitado mais de 12 milhões de dólares em contribuições até o momento.

A estratégia rendeu frutos na semana passada, quando o empresário de Nova York emergiu como provável indicado republicano depois de uma série de vitórias em prévias estaduais norte-americanas.

Desde então, Trump disse que não iria mais financiar a própria campanha, mas trabalhar com o partido para arrecadar mais de 1 bilião de dólares que o ajudarão a combater seu eventual adversário democrata – provavelmente a ex-primeira-dama Hillary Clinton. Críticos o acusaram de ser um vira-casaca, mas alguns apoiantes não concordam.

Três dúzias dos 40 eleitores pró-Trump que a Reuters entrevistou disseram não estar preocupados com seu recuo. Só quatro indicaram que a mudança de posição os incomodou, embora todos tenham afirmado que continuarão a apoiá-lo.

A maioria dos entrevistados aplaudiu a maneira como o empresário e ex-apresentador de reality show se apresentou como um “bilionário trabalhador” que não precisa do dinheiro dos outros, mas disseram entender que Trump irá precisar de muito mais recursos para competir na eleição geral de 8 de Novembro.

Eles não teriam problema em doar a Trump, embora na mesma modalidade de pequenos valores que o pré-candidato presidencial democrata Bernie Sanders usou para arrecadar quase 200 milhões de dólares.

“Embora eu esteja recebendo assistência do governo, doaria a Trump”, disse Pamela Thompson, que tem 46 anos e é mãe de três crianças em idade escolar de Tulsa, no Estado de Oklahoma. “E meus filhos montariam uma barraca de venda de limonada para ajudar a elegê-lo”.

Os entusiastas entrevistados disseram que o compromisso de Trump de seu auto-financiar é menos importante para eles do que sua promessa de perseguir os trabalhadores ilegais e acudir as cidades da classe trabalhadora branca que perderam empregos no sector manufactureiro para países em desenvolvimento. (REUTERS)

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