Polícia política venezuelana prende chefe de segurança de presidente do Parlamento

O presidente do Parlamento, o opositor Henry Ramos Allup, em Caracas, no dia 14 de abril de 2016 (AFP)

O Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), a polícia política venezuelana, prendeu nesta quinta-feira Coromoto Rodríguez – chefe de segurança do presidente do Parlamento, o opositor Henry Ramos Allup -, acusado de ser o autor intelectual dos ataques contra policiais nas manifestações de quarta-feira.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, informou que “já está preso o autor intelectual que pagou os terroristas que bateram na policial. Foi capturado hoje, vai ser julgado e mandado para um presídio de segurança máxima”.

Sem mencionar o nome de Rodríguez, Maduro qualificou o suspeito como um “velho torturador da Ação Democrática”, o partido de oposição liderado por Ramos Allup.

O presidente do Legislativo afirmou que a detenção é a “típica atitude do covarde”, em sua conta no Twitter, acrescentando que, “como não se atreve comigo, persegue pessoas humildes que trabalham comigo”.

A prisão também foi confirmada pela esposa de Ramos Allup, Diana D’Agostino, em sua conta na rede social, em uma mensagem publicada no final da tarde: “URGENTE: Há 2 horas o SEBIN levou o Chefe de Segurança de Henry, comissário Coromoto Rodríguez. Não sabemos nada dele!”.

O diretor de Comunicação da Assembleia Nacional, Oliver Blanco, afirmou no Twitter que “12 agentes, 4 deles encapuçados, levaram o Comissário Coromoto em uma cafetaria ao lado da sua casa em Parque Central”, um setor popular no centro de Caracas.

Na quarta-feira, o ministro do Interior, Gustavo González, informou que sete pessoas foram detidas em Caracas por supostamente agredirem policiais no protesto opositor para exigir um referendo revogatório contra Maduro, em meio ao estado de exceção.

O ministro mostrou imagens de manifestantes que batiam em policiais e garantiu que um dos detidos “confessou que um grupo de jovens recebeu financiamento do chefe de segurança de um deputado da direita da Assembleia Nacional para participar das ações violentas”.

Pouco depois, o número dois do chavismo, deputado Diosdado Cabello, disse em seu programa televisivo semanal que se tratava de um homem conhecido como “Comissário Coromoto que anda com Ramos Allup”.

Na quarta-feira, a oposição informou que houve incidentes em cinco dos 23 estados do país, com ao menos 30 manifestantes detidos. (AFP)

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