Moscovo: Otan tenta ‘desestabilizar’ Cáucaso com manobras na Geórgia

(AFP)

O ministério das Relações Exteriores da Rússia acusou, na sexta-feira, a Otan de tentar desestabilizar a região do Cáucaso com os exercícios militares conjuntos que realizará na Geórgia, onde soldados americanos vão treinar com a forças georgianas neste mês.

“Nós vemos este ‘desenvolvimento’ consistente no território georgiano por soldados da Otan como um movimento provocativo, com o objectivo de desestabilizar deliberadamente a situação político-militar na região do Cáucaso”, disse em um comunicado.

A Rússia e a Geórgia travaram uma guerra breve em 2008 devido a uma disputa sobre a Ossétia do Sul, região separatista da Geórgia que é financiada e apoiada por Moscovo.

Depois da guerra, a Rússia reconheceu a Ossétia do Sul e a Abkházia, outro território georgiano separatista, como estados independentes e estabeleceu bases militares permanentes neles.

A Geórgia considera que estas regiões estão sob ocupação e acusa a Rússia de continuar conquistando mais áreas através da ampliação dos limites geográficos da Ossétia do Sul em direcção ao interior do território georgiano.

O Ministério das Relações Exteriores russo acusou Washington de “permitir o ímpeto revanchista de Tbilisi”, a capital da Geórgia.

Moscovo acusou a Otan de tentar combater a Rússia militarmente no leste da Europa com um aumento de tropas e exercícios, mas a aliança afirma que está respondendo à anexação da Crimeia, território ucraniano, pela Rússia.

O exercício militar na Geórgia, chamado de Noble Partner – um esforço de cooperação militar no âmbito da Otan – vai envolver cerca de 1.300 americanos, britânicos e georgianos, e acontecerá em uma base próxima a Tbilisi durante duas semanas neste mês, a partir de 11 de maio.

Como parte do exercício, os Estados Unidos enviaram alguns M1A2 – seus principais tanques de batalha – para a Geórgia pelo Mar Negro.

A Geórgia, um país montanhoso ex-soviético, aspira ser membro da Otan, o que irrita a Rússia, sua antiga potência imperial, que se opõe fortemente à expansão da aliança nas ex-repúblicas soviéticas.

O país não está, no entanto, em um processo formal para uma eventual adesão. (AFP)

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