Moody’s não acredita em défice abaixo de 3% em 2016

(Getty Images)

Agência de “rating” olha com desânimo para as perspetivas de crescimento económico em Portugal. Com esse efeito, e à possível recapitalização da CGD, a meta do défice de 2,2% estará fora de alcance.

A agência de rating Moody’s olha com desânimo para as perspetivas de crescimento económico em Portugal e, devido a esse efeito e à possível recapitalização da CGD, diz que a meta do défice de 2,2% – inscrita no Orçamento do Estado – estará fora de alcance. A agência aponta para um défice de 3% do PIB. Ainda assim, a Moody’s não vê grandes riscos de desvios significativos na execução orçamental dado o “escrutínio intenso” por parte de Bruxelas e “pedido [pela Comissão Europeia] de medidas adicionais caso existe algum desvio até ao final do ano”.

As declarações da agência Moody’s surgem num relatório enviado esta terça-feira aos clientes da agência de rating e a que o Observador teve acesso.

A Moody’s lamenta que Portugal continue a crescer “de forma muito mais moderada do que outros países da periferia da zona euro, incluindo a vizinha Espanha”. “Portanto, o crescimento económico não dará um grande suporte à consolidação orçamental prevista e à redução dos níveis de dívida”, diz a Moody’s, antevendo que “o rácio de dívida pública deverá manter-se acima dos 120% do PIB até ao final da década” (face aos 129% atuais).

Além do crescimento baixo, que acontece “apesar das reformas estruturais aplicadas nos últimos anos”, a Moody’s está preocupada com o “risco chave” que é a banca – não só no que diz respeito à capacidade da banca de suportar a retoma mas, também, no que diz respeito à “possibilidade” de o governo ter, “uma vez mais”, de gastar recursos na recapitalização de bancos — neste caso, a Caixa Geral de Depósitos. (OBSERVADOR)

por Edgar Caetano

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