Moçambique: relato de cadáveres na Gorongosa

Um dos 15 corpos fotografados dia 1 de Maio na mata na Gorongosa, centro de Moçambique (Lusa)

Um jornalista fotografou nas matas da Gorongosa corpos de um grupo de 15 cadáveres que alega se encontrarem perto da vala comum que fora denunciada por camponeses.

André Catoeira afirma ter tentado deslocar-se à região do distrito da Gorongosa, província de Sofala, onde camponeses alegam existir uma vala comum com uma centena de corpos, como anunciado a 30 de Abril.

O forte dispositivo militar e da polícia impossibilitou-lhe, porém, o acesso à área onde acabou por ser surpreendido por um “forte cheiro e por voos de abutres”.

Terá, então, conforme relatou à RFI, vislumbrado “quatro corpos numa pequena savana, os demais de um grupo de 15 estavam debaixo de uma ponte próxima de Estrada nacional número 1”, o principal eixo rodoviário que liga o Norte ao Centro e ao Sul de Moçambique.

Esta zona tem sido palco de confrontos entre a Renamo e o exército moçambicano, com acusações mútuas de atrocidades e fuzilamentos sumários.

O movimento da perdiz recusa aceitar os resultados das eleições de 15 Outubro de 2014 que deram oficialmente a vitória à Frelimo, partido no poder, e ao seu candidato presidencial, Filipe Nyusi e ameaça assumir o poder nas 6 províncias nortenhas e centrais onde reclama vitória no escrutínio, entre as quais Sofala.

A tensão político-militar em Moçambique levou à fuga de mais de dez mil pessoas do centro do país que se refugiaram no vizinho Malawi.

O governo e a polícia moçambicanos desmentiram na sexta-feira (29/04) a existência de uma vala comum na região da Gorongosa. (RFI)

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