Mira Amaral: “Geração de resultados positivos do BIC prova o sucesso da recuperação do BPN”

Mira Amaral, BIC Portugal (Foto: D.R.)

Em jeito de despedida, Luís Mira Amaral faz um balanço da sua presidência à frente do BIC Portugal, cujo testemunho passará a Teixeira dos Santos. O ainda CEO diz que a “geração de resultados desde 2013 prova o sucesso na recuperação do ex-BPN”.

Luís Mira Amaral apresenta os números do banco, para demonstrar a “a geração de resultados positivos a partir do exercício de 2013”, após a integração do BPN, e tendo em conta que o Break-even do investimento ocorreu em Outubro de 2013. Fala ao Económico do “turnaround que conseguimos fazer no BPN depois de termos arrancado de raiz com o BIC em 2008”. O ainda CEO do banco português de capitais angolanos diz que a “geração de resultados desde 2013 prova o sucesso na recuperação do ex-BPN”

A compra do BPN feita em 2012, fez com que o BIC chegasse ao fim desse ano com um prejuízo de 8 milhões de euros, decorrente da integração dos dois Bancos, o Banco BIC (antes do BPN) tinha lucros de 5 milhões de euros e o BPN que gerava prejuízos de 13 milhões.

Mas este ano o BIC Portugal atingiu lucros de 15,2 milhões de euros. Mira Amaral congratula-se com o trabalho da sua equipe de gestão. Em gráficos mostra que o volume de negócios do BIC Portugal subiu 17% face a 2014 para 9,9 mil milhões de euros. O activo subiu num ano 14% para quase sete mil milhões de euros.

De 2014 para 2015 o crédito a clientes (incluindo créditos por assinatura) do BIC subiu 15% para 4,6 mil milhões.

O crédito total (sem os créditos por assinatura) somou no fim do ano passado 4.244,1 milhões de euros, dos quais 142,7 milhões é crédito vencido; 157,2 milhões é crédito em incumprimento (nalgumas prestações); e 255,4 milhões é o crédito em risco (rácio de 6% da carteira total).

Os depósitos a clientes subiram 19% para 5,3 mil milhões de euros num ano.

O rácio de transformação dos depósitos em crédito, que mede portanto a autonomia financeira, é de 80,4% em 2015, o que é uma vantagem ao nível da liquidez.

O produto bancário do BIC Portugal tem vindo a subir desde 2013, e em 2015 fixou-se em 161,2 milhões, mas os custos de estrutura subiram para 108,9 milhões de euros. O que põe o rácio de eficiência (cost-to-income) nos 67,6% o que não é uma boa notícia para a eficiência do banco. No entanto tem vindo a descer. Em 2012, com a compra do BPN passou para 114,5% e em 2014 estava em 77,3%.

Luís Mira Amaral está de saída e aguarda pacientemente que o Banco de Portugal dê a idoneidade aos futuros administradores do BIC Portugal para poder sair da presidência executiva. (diarioeconomico)

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