Militares dos EUA querem corrida ao armamento no espaço para aumentar orçamento

(AFP 2016/ Nikolay Doychinov)

Os comandantes militares americanos querem usar seus apelos para criar base espacial nos sistemas militares para justificar renovada gigante do orçamento, disse à Sputnik um veterano aposentado, analista do Departamento de Defesa, Franklin Spinney.

No início desta semana, a edição Washington Post, informou que o subsecretário de Estado para Controle de Armas Frank Rose manifestou a sua preocupação sobre a continuação do desenvolvimento da Rússia e da China das armas anti-satélite.

“O Pentágono precisa de uma guerra fria por razoes do PR [relações públicas] e quer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento”, disse na quinta-feira (12) Franklin Spinney, que trabalhou no Departamento da Defesa por 33 anos.

No entanto, os Estados Unidos continuaram a investir muito mais nas armas no espaço do que a Rússia ou a China, apontou Spinney:

“A melhor maneira de começar uma sensação para isso seria comparar os esforços ao armamento russos e chineses no espaço com os dos EUA”.

Os maiores empresários da defesa dos EUA precisaram manter entre público americano e o Congresso os receios da Rússia e da China para conservar o ambiente político necessário para justificar os programas ainda mais caros, observou Spinney.

“Lembrem, sem uma ameaça de super-potência ou ameaça de quase super-potência (da Rússia e China), o Complexo Militar-industrial [MICC, na sigla em inglês] sofre. A guerra contra o terror está sair da sua sequência e mais cedo ou mais tarde as pessoas vão se perguntar parqué”, frisou.

Neste clima político, o Pentágono precisa de uma guerra fria por razões de promoção e querer transferir o dinheiro do seu orçamento incontrolado para as suas contas de investimento, continua Spinney:

“Os EUA enfrentam o problema de lançamento de satélite, de modo que o Pentágono precisa de apoio para um novo e maior satélite de lançamento de misseis. Contando com os misseis russos para alguns dos nossos lançamentos, principalmente o apoio de Space Statement é uma vergonha”.

Uma corrida ao armamento espacial ajudará a atrair mais de 1 trilião de dólares do programa de modernização nuclear que o Departamento da Defesa está iniciar, disse Spinney.

“A partir de agora, o Pentágono está construir um novo bombardeiro, um novo SNLMB [submarino nuclear lança mísseis balísticos], um novo ICBM [míssil balístico intercontinental], um novo ALCM [míssil de cruzeiro subsônico], e uma actualização para a bomba nuclear B-61, incluindo um PGM [munições guiadas de precisão]”.

Outras propostas incluem uma actualização do Trident II SLBM [míssil balístico lançado de submarino], uma grande actualização das capacidades da base espacial de gestão de batalha (C3ISR) e a renovação da infraestrutura nuclear, acrescenta Spinney.

“Eu tenho uma visão cínica — as ramificações do orçamento poderiam fazer a corrida anglo-alemã [antes da Primeira Guerra Mundial] à um século atrás, parece mais um piquenique da escola dominical”, conclui Spinney.

Em 2008, os governos da Rússia e da China apresentaram proposta de um acordo internacional para evitar a implantação de armas no espaço, mas o governo dos EUA sob a presidência de George W. Bush e Barack Obama tem consistentemente rejeitado a realização de negociações para celebrar o acordo. (SPUTNIK)

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