Malia Obama. Agora é a vez dela

(Foto: D.R.)

Em 2008, quando Barack Obama assumiu o cargo de presidente dos Estados Unidos da América, a mulher, Michelle, assumiu publicamente que, apesar do orgulho, não só não tinha ficado particularmente entusiasmada com o que isso significaria para a sua família, como queria proteger ao máximo as suas duas filhas, Malia e Sasha.

Ao fim de quase dois mandatos, e apesar de as jovens terem sido bastante preservadas, acabaram por, de alguma forma, crescer sob o olhar do público, até porque fizeram sempre questão de estar ao lado do pai nos momentos mais importantes.

Justamente por isto, é inevitável recordarmo-las ainda crianças e agora vermos duas adolescentes. E, claro, como adolescentes que são, em particular, Malia, que já celebrou os 17 anos, há dúvidas que as começam a assolar. A primeira, e que a América acabou por ir acompanhando, foi a escolha da universidade.

Nos últimos meses, esta foi uma discussão regular, que os órgãos de comunicação social acompanharam. A própria Michelle Obama, que estudou emHarvard e Princeton disse à “Seventeen Magazine” que queria que as filhas se sentissem livres para escolherem a sua universidade: “Não quero que  pensem que têm de ir para as universidades de topo. Vivemos num país onde existem milhares de boas universidades. A pergunta deve ser: ‘Qual é aquela que se adapta melhor ao que desejo fazer?’”.

Antes de decidir, Malia visitou algumas universidades, entre as quais a Columbia, em Nova York, e a Stanford e a UC Berkeley, na Califórnia. Mas, tal como anunciou a Casa Branca esta semana, Malia acabou por escolher a Faculdade de Direito de Harvard, em Massachusetts. A mesma instituição onde, além da mãe, estudou também o pai, que se licenciou em Harvard e na Columbia University.

Mas esta notícia, dada a conhecer através de um comunicado divulgado pelo escritório da primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, veio acompanhada por outra: Malia só iniciará os seus estudos universitários em 2017.Antes, a jovem gozará um ano sabático ou gap year. Não se sabe ainda o que é a filha mais velha de Obama tenciona fazer durante este ano, mas esta é uma prática comum nos EUA. Uma decisão que, no entanto, será difícil para o pai que, há uns meses, confessou no programa de Ellen DeGeneres que não está preparado para ver a filha sair de casa para ir para a universidade: “Ela é uma das minhas melhores amigas. Vai ser difícil para mim não a ter por perto, mas ela está preparada para ir. A Malia é muito esperta e capaz, e está preparada para seguir o seu próprio caminho.” E, pelos vistos, o seu próprio caminho começa por descansar de quase oito anos de Casa Branca.

Por mérito próprio

O caminho de Malia, de resto, já começou a ser trilhado há anos. Segundo a revista “Time”, a filha mais velha de Barack e Michelle Obama faz parte da lista dos 30 adolescentes mais influentes do mundo. E Malia não ocupa este lugar por ser filha de quem é – ainda que é inegável que ser filha do presidente da América e ter a Casa Branca como casa ajuda.

Mas ainda em março Malia acompanhou o pai a Cuba na histórica visita oficial de Obama a este país e serviu de tradutora, uma vez que fala fluentemente espanhol. E no verão fez um estágio na HBO onde foi  assistente de produção na série “Girls”. Apesar de se preparar para estudar Direito em Harvard, Malia já confessou querer também formar-se em cinema.

Atenta ao mundo que a rodeia, mas sempre discreta, no passado, já o próprio BarackObama tinha confessado ter sido Malia – e a própria Sasha – que o ajudaram a entender a importância de aprovar o casamento homossexual. “Tenho de confessar que as minhas filhas e o que dizem geralmente tem impacto em mim.Elas e outras pessoas que adoro e que vivem em relações homossexuais e monógamas explicaram-me o que já deveria ter entendido antes. Esta questão não tem só a ver com questões de direitos civis mas sobretudo com questões de estigma.Se lhe damos um nome diferente é porque, de alguma forma, tem um significado menor aos olhos da sociedade”, explicou o presidente durante a visita recente a Inglaterra. Com o apelido certo, este poder de argumentação e os contactos que oito anos na Casa Branca lhe garantem, Malia Obama é seguramente um nome a acompanhar. (sol)

Por: Raquel Carrilho

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