Lunda Sul: Caso ”Fantasmas” na função pública com dias contados

JOÃO UNGAJI - DIRECTOR PROVINCIAL DA APTSS NA LUNDA SUL (Foto: Hélder Dias)

O processo de recadastramento presencial de funcionários públicos e agentes administrativos, que visa o controlo efectivo e actualização da base de dados e do processamento salarial correcto, tem início segunda-feira, 15, na província da Lunda Sul, informou quinta-feira, em Saurimo, o director da Administração Pública Trabalho e Segurança Social (APTSS), João Ungaji.

De acordo com o responsável, o processo vai igualmente permitir criar um sistema de controlo mais eficaz no funcionamento público e reduzir eventuais irregularidades que ainda podem estar a acontecer em algumas instituições públicas.

“Este processo acontece depois de termos verificado que de um tempo a esta parte, existem funcionários que contribuem no sistema de Segurança Social de forma anónima e que esta contribuição entra na Segurança Social sem sabermos exactamente quem são as pessoas que contribuem no sistema e este processo visa saber ao concreto quem são as pessoas que contribuem no INSS“, enfatizou.

João Ungaji informou que neste momento está a decorrer a formação dos técnicos da Saúde, Educação, do Governo Provincial eda Administração Municipal de Saurimo. “terminada esta formação, segunda-feira começará o recadrastamento para todos os funcionários correspondentes a estes organismos”.

Disse que cerca de 6.838 funcionários e agentes administrativos serão recadastrados ao nível da província da Lunda Sul, sendo mil e 71 do Governo Provincial, 1.334 da Saúde, 3.267 da Educação, Ciência e Tecnologia, 249 da Administração municipal de Cacolo, 305 de Muconda, 330 em Cacolo, e 282 em Saurimo.

Esclareceu que os dados do Ministério das Finanças (Minf) vão servir de base para o recadrastamento dos funcionários, acrescentando que todos aqueles que não constarem nos dados do Minf não serão objecto de recadrastamento.

Informou que todos os órgãos desconcentrados do Governo Provincial, nomeadamente, Delegações das Finanças, Justiça, Procuradoria-Geral e os Tribunais, bem como militarem e paramilitares, terão o controlo e o acompanhamento do recadastramento ao nível central.

O processo terá a duração de três semanas. (ANGOP)

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