Limpinho, tamanhinho e todos os “inhos”: Guerra de palavras entre treinadores

Limpinho, tamanhinho e todos os “inhos”: Guerra de palavras entre treinadores

(Foto: D.R.)
A “guerra de palavras” entre o treinador do Sporting, Jorge Jesus, e do Benfica, Rui Vitória, foi uma constante ao longo da época que hoje termina. Recorde algumas das frases mais “acesas”.

6 agosto 2015 (em entrevista à RTP, a três dias da Supertaça)

Jorge Jesus: “As ideias que estão lá são todas minhas. O Benfica não mudou nada, zero. Vou jogar contra uma equipa com ideias minhas. Eu cheguei ao Sporting e mudei tudo. O cérebro já não está lá (no Benfica), o treino não vai ser o mesmo, mas tudo aquilo continua.”

9 agosto (após o jogo da Supertaça, conquistada pelo Sporting)

Rui Vitória: “Já disse que eu falo quando quero, como quero e de quem quero. A minha personalidade não muda por eu ganhar ou perder. Eu sou assim, penso pela minha cabeça e quando eu quiser respondo. Neste momento, o treinador do Sporting fica a falar sozinho, porque não me apetece falar com ele”.

15 agosto (na antevisão da estreia no campeonato, frente ao Estoril)

Rui Vitória: “[SMS] Tudo o que se passou na semana passada estava por nós identificado e nada me surpreendeu. Quero encerrar o assunto, mas deixo claro que foi tudo menos ‘mind games’, não me contem histórias”.

6 setembro (em entrevista a Record, abordando as suas palavras antes da Supertaça)

Jorge Jesus: “Tentei que aquilo que disse (antes da Supertaça) mexesse um pouco com ele e com o Benfica. Levou aquilo para o lado que eu queria, que era um Benfica mais da cabeça dele e menos da minha. Foi por aí que partiu a vantagem do Sporting, claramente”.

10 setembro (na antevisão do jogo com o Belenenses)

Rui Vitória: “Preocupo-me com o que quero e o Benfica esgota-me a disponibilidade. Só gasto energias com o Benfica. O meu trabalho é das 08:00 às 20:00 e enquanto tiver este símbolo ao peito, nada mais muda”.

24 outubro (na antevisão do Benfica-Sporting, para o campeonato)

Rui Vitória: “Vai jogar uma equipa, que somos nós, contra 11 jogadores, que não sei se será uma equipa, que é o Sporting”.

25 outubro (após o final do Benfica-Sporting, para o campeonato, que o Sporting venceu por 3-0)

Jorge Jesus: “É fácil depois de ganhar responder a Rui Vitória. Hoje, podíamos ter ganhado por mais. O Benfica não teve uma oportunidade de golo. Era fácil pôr o Rui Vitória deste tamanhinho (juntando o indicador e o polegar), mas não ponho. Vou respeitá-lo”.

21 novembro (após o final do Sporting-Benfica, para a Taça de Portugal, que os leões venceram por 2-1, após prolongamento)

Rui Vitória: “Ser bom não é ser bonzinho. Já são três vezes que o Benfica joga (com o Sporting) e é prejudicado em penáltis que são claros. Já chega. É a tática do barulho e eu não quero ser comido de cebolada. O Benfica merece respeito”.

Jorge Jesus: “Não pode queixar-se do jogo da Supertaça, nem dos 3-0 na Luz, nem deste. Foi limpinho, limpinho. Foi uma grande arbitragem”.

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2 janeiro 2016 (após o final do Sporting-FC Porto, para o campeonato. Os leões venceram por 2-0)

Jorge Jesus: “Puseram muitas questões ao meu colega (Julen Lopetegui), que estava em primeiro lugar. Eu vejo tantos muito mais atrás e nunca lhes fazem essas perguntas”.

5 janeiro (na antevisão do jogo com o Marítimo, para o campeonato)

Rui Vitória: “Pelos vistos há dois treinadores obcecados pelo Benfica. Mas eu sou só pelo Benfica. Sei quais são os objetivos que estão por detrás da novela, mas estou-me nas tintas. Vou continuar a fazer o meu trabalho, tenho caráter e aí não mudo, não sou de truques”.

6 janeiro (após o final do Vitória de Setúbal-Sporting, para o campeonato. Goleada dos leões por 6-0)

Jorge Jesus: “Como não o qualifico (Rui Vitória) como treinador, logo não sou mau colega. Para ser treinador, ele tem de ser muito mais. Fi-lo sair da toca. Está num clube onde se tem de assumir. Para treinar o Benfica ele tem de se assumir. Para conduzir um Ferrari tem de ter andamento para ele”.

9 janeiro (na antevisão do jogo com o Nacional, para o campeonato)

Rui Vitória: “O treinador do Sporting, até chegar ao Benfica, teve 20 anos de carreira a ganhar e a perder como os outros. Com a idade que eu tenho, ele, se calhar, andava na luta pela manutenção ou pela subida de divisão”.

10 janeiro (após o final do Sporting-Sporting de Braga, para o campeonato, que os leões venceram por 3-2, com um golo sobre o final, depois de estarem a perder por 2-0)

Jorge Jesus: “Para chegar à primeira divisão, tive de subir pelo meu trabalho. Isso demonstra que naquelas equipas em que eu andava, também conquistava os meus objetivos e os das equipas. Há outros que começaram a carreira no Vilafranquense, no Fanhões, no Alcochetense, mas ganhavam bola”. (record)

 

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