Líder da FNLA no Kwanza Norte defende Lucas Ngonda

Kwanza Norte (VOA)

O primeiro secretário do comité provincial da FNLA no Kwanza Norte, Fernando Caculo Manuel, acusou dois quadros superiores do partido de difamarem o presidente do partido por ambições pessoais.

Manuel disse que o actual presidente da FNLA, Lucas Ngonda, é um factor de estabilidade e unidade no seio da organização política que nos últimos tempos tem sido abaladas por profundas divisões.

O secretário provincial da FNLA disse que Lucas Ngonda tinha tido a coragem de enfrentar o líder fundador Holden Roberto que “tinha na altura o partido como se tratasse de uma lavra privada”.

Manuel falava à margem de uma reunião reflexão de quadros e militantes em que a dilatação do Comité Central de 320 membros para 411 e um Bureau Político de 57 integrantes para 77 como proposto por Noganda foram analisados.

O dirigente da FNLA no Kwanza-Norte apontou nomes de António Pedro Gomes e Ndonda Vinga como alguns do quadros superiores que estão interessados, segundo disse, em destruir o partido.

Eles “fizeram parte da constituição do Bureau Político e do Comité Central, fizeram parte da formação do executivo e só 30 dias depois é que acharam que tinham que impugnar o congresso por que não haviam alcançado, certamente, os seus desejos”, disse em referência a tentativas de alguns militantes anularem o último congresso que elegeu Ngonda para a presidência e que foi marcado por actos de violência na sua sessão de abertura.

Os dois foram expulsos no início do mês.

Fernando Gomes, que subscreve o pedido de impugnação do Congresso da FNLA, realizado em Fevereiro de 2015, diz que não faz sentido haver um pronunciamento das instâncias o partido, na medida em que há um recurso em sede do Tribunal Constitucional contra esta direcção.

”O processo que levou à realização do Congresso do ano passado ainda está em segredo de justiça. Nós fizemos um recurso a primeira decisão do tribunal. E este recurso ainda não foi apreciado,” disse Gomes para quem a sua expulsão é ilegal.

“Nunca fui ouvido em nenhum processo disciplinar do partido; não fui convocado para nenhuma reunião do BP ou do CC”, concluiu. (VOA)

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