INE deve confirmar hoje abrandamento da economia portuguesa

Exportações. (Reuters)

Os números do Instituto Nacional de Estatística não devem surpreender o mercado no que toca o Produto Interno Bruto do primeiro trimestre

O Instituto Nacional de Estatística (INE) deve confirmar hoje que a economia portuguesa desacelerou no primeiro trimestre deste ano, por ter crescido 0,8% em termos homólogos e 0,1% face ao trimestre anterior, noticia a Lusa.

O INE divulga hoje o destaque das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao primeiro trimestre deste, depois de ter revelado, na estimativa rápida de 13 de maio, que a economia portuguesa cresceu 0,1% no primeiro trimestre deste ano face ao último trimestre de 2015 e avançou 0,8% em termos homólogos.

A confirmarem-se estes números, isto significa que a economia abrandou neste primeiro trimestre, não só face aos últimos três meses de 2015, quando o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 0,2% em cadeia, mas também em termos homólogos, uma vez que entre janeiro e março do ano passado aumentou 1,7%.

De acordo com a estimativa rápida das contas nacionais no primeiro trimestre, em termos homólogos, “a procura externa líquida registou um contributo mais negativo para a variação homóloga do PIB do que no trimestre anterior, refletindo a desaceleração das exportações de bens e serviços”, acrescenta Lusa.

Por sua vez, a procura interna “manteve um contributo positivo, próximo do verificado no trimestre anterior, observando-se um crescimento mais intenso do consumo privado, enquanto o investimento desacelerou significativamente, refletindo a redução da Formação Bruta de Capital Fixo”.

Já comparativamente com o quarto trimestre de 2015, a melhoria do PIB em 0,1% foi justificada também com o contributo negativo da procura externa líquida, “em resultado das exportações de bens e serviços, enquanto a procura interna contribuiu positivamente”.

O Governo prevê um crescimento económico de 1,8% este ano, estimativa que inscreveu no Orçamento do Estado para 2016 e que manteve com a apresentação do Programa de Estabilidade.

Esta meta tem sido considerada otimista, ficando abaixo das estimativas das principais instituições financeiras internacionais e nacionais: a Comissão Europeia e o Banco de Portugal antecipam que o PIB português cresça 1,5%, enquanto o Fundo Monetário Internacional prevê que avance 1,4%. (TVI24)

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