Guiné-Bissau: normalidade aparente em plena crise politico-institucional

(Joe Penney/Reuters)

Prossegue a crise político-institucional na Guiné-Bissau, com dois primeiros-ministros Baciro Djá nomeado esta semana e Carlos Correia demitido a 12 de Maio, mas que reitera que é ele o legítimo chefe do executivo.

Aos poucos a situação começa a voltar à normalidade, pelo menos na capital Bissau com o levantamento de restrições de circulação aos guineenses impostas por soldados desde a passada quinta-feira.

Já não se vêem militares e policias nas ruas e já se pode circular nas imediações do Palácio da Presidência.

Os militantes do partido PAIGC já podem aceder livremente à sua sede nacional e os que lá se encontravam desde quinta-feira, alegadamente cercados pelas forças de ordem já saíram do local.

No entanto os membros do Governo demitido pelo Presidente José Mário Vaz a 12 de Maio, continuam a ocupar o Palácio do Governo, no bairro de Brá. Desde quinta-feira à noite que foram para lá e por lá se têm mantido.

A RFI sabe que vão as suas casas de quanto em vez mas rapidamente voltam para o Palácio onde comem e dormem.

Não se sabe ao certo o que pretende a equipa do veterano Carlos Correia. Uma coisa é certa assumem-se como o único Governo legítimo da Guiné-Bissau ainda que em gestão.

O veterano Carlos Correia já indicou que só sai do Palácio do Governo se de lá for tirado à força.

Forçar um entendimento entre os líderes guineenses é o objectivo de uma missão de parlamentares da UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental) que se encontra em Bissau, onde deverá permanecer até quarta-feira.

A ideia da missão da UEMOA é falar com líderes partidários, líderes das organizações representativas da população, organismos internacionais e com o Presidente José Mário Vaz. (RFI)

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