Governo deposto em Bissau reúne conselho de ministros

Na imagem, Carlos Correia, demitido do cargo de primeiro-ministro, pelo presidente, José Mário Vaz, da Guiné Bissau (DR)

O governo deposto pelo presidente guineense, José Mário Vaz, esteve reunido esta tarde em conselho de ministros, donde saiu um comunicado exigindo a reposição da legalidade no país e o seu retorno ao poder.

O Presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz, continua a não respeitar a democracia e a constituição, ao demitir o governo de Carlos Correia, e nomear, Baciro Djá, primeiro-ministro, o que é inconstitucional, afirma a secretária de estado da cooperação internacional e comunidade, Suzi Barbosa.

Vários membros do governo deposto, têm estado recolhidos desde quinta-feira, no palácio do governo, onde se reuniram, em conselho de ministros, este sábado, 28 de maio, para analisar a nova crise provocada pela destituição de Carlos Correia, como primeiro-ministro e nomear Baciro Djá, primeiro-ministro.

Um ataque à constituição e à jurisprudência do Supremo tribunal, que no passado tinha inviabilizado a nomeação do mesmo Baciro Djá, como primeiro-ministro, pelo presidente, José Mário Vaz.

Em entrevista à RFI, a secretária de estado da cooperação internacional, Suzi Barbosa, diz que a constituição dita que é o Partido, que ganha as eleições, no caso o PAIGC, a escolher o nome do seu primeiro-ministro, e não o Chefe de estado, pelo que a legalidade tem de ser reposta, tanto mais que há uma jurisprudência neste sentido. (RFI)

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