Governo angolano quer potenciar voos domésticos com operador próprio

(Foto: D.R.)

O Governo angolano pretende avançar com a criação de uma nova companhia aérea que ficará responsável pelos voos domésticos, operando com aeronaves de menor dimensão, disse à Lusa o secretário de Estado da Aviação Civil, Mário Miguel Dominguês.

As ligações entres as 18 capitais de província (desde Luanda) são atualmente garantidas pela TAAG, que tem a sua principal atividade nos voos internacionais, nomeadamente para a Europa, América e Ásia, que opera com aeronaves de grandes dimensões (737 e 777).

A solução de criar uma nova empresa surge precisamente para especializar este tipo de ligação aérea e melhorar o desempenho financeiro da companhia de bandeira TAAG, em processo de reestruturação agora com a gestão a cargo da transportadora Emirates.

“É um processo que está na estratégia do Governo, está a equacionar-se no sentido de criar competitividade aérea. A separação dos dois segmentos visa permitir que o doméstico venha a ser mais potenciado e com aeronaves de menor porte, permitindo maior rotatividade”, explicou o governante, em declarações à Lusa, em Luanda.

Além da transportadora aérea de bandeira, TAAG, também a Sonair, empresa do grupo estatal petrolífero Sonangol, efetua ligações internas, tendo assegurado mais de 46.700 horas de voo em 2014, de acordo com dados oficiais.

Na sequência de críticas das províncias à falta de ligações aéreas por parte da TAAG, a própria administração da companhia pública reconheceu em 2015 que viu reduzida a sua frota para voos domésticos de oito para cinco aeronaves.

Em contrapartida, o número de aeroportos regionais em Angola tem vindo a aumentar, com várias inaugurações e remodelações nos últimos anos.

A solução para acabar com estas queixas do serviço e para potenciar a operação, segundo o Governo angolano, passará pela separação dos dois serviços aéreos, estando em curso um estudo para “definir o modelo que vai ser executado e o tipo de organização”.

“Em princípio é um novo operador doméstico que se pretende. Ainda não sabemos o figurino, porque ainda estamos a estudar”, disse o secretário de Estado da Aviação Civil, Mário Miguel Dominguês, sem adiantar prazos. (observador)

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