Fórum explica como investir

Baía de Luanda à noite. (Foto: Jorge Monteiro)

O Fórum de Negócios, organizado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportação de Angola (APIEX) debate hoje, em Luanda, a cultura de investimentos, num painel que junta empresários nacionais e estrangeiros dos sectores económicos e produtivos, consultores da banca, finanças, investimento e comércio, bem como representantes das missões diplomáticas acreditadas no país.

O tema é apresentado pelo administrador da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), Francisco dos Santos, num fórum que visa não só a captação do investimento privado qualificado, mas também a promoção da concorrência, gestão e perícia organizacional, que pretende introduzir um novo paradigma para a diversificação da economia angolana.

“A cultura de investimento em mercado de capitais é extremamente difundida nos EUA e em alguns outros países da Europa e Ásia, mas ainda é vista com um pouco de cautela pela maioria dos angolanos”, defende Francisco dos Santos.
Durante o fórum, o administrador disserta sobre os motivos que levam a que nos países que se encontram à frente de Angola em termos de desenvolvimento, grande parte das pessoas acredite e invista no mercado de capitais, tanto através de empresas que gerem o dinheiro de terceiros, quanto por conta própria.
“Investimento Directo Estrangeiro no âmbito da Diversificação da Economia Angolana, Mercado Angolano, Desafios e Novas Oportunidades de Negócios e Investimentos, Atractividade dos Incentivos Fiscais Oferecidos pelo Estado, Potenciais Oportunidades de Negócio, Parcerias e Projectos ao Nível dos Clusters Prioritários, Financiamento às Parcerias Público-Privadas” são alguns dos temas a serem abordados durante o encontro que terá lugar no anfiteatro da APIEX-Angola, pelas 8 horas.

A directora do Gabinete de Literacia Financeira da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), Elsa Barber, garante que a sua instituição continua a estabelecer parcerias no domínio da partilha de conhecimentos, com vista à implementação de programas institucionais focados para a educação financeira em todo o país. Durante a palestra dirigida aos funcionários do Ministério da Família e Promoção da Mulher ( MINFAMU), enquadrada no âmbito do Programa de Literacia Financeira desenvolvido pela CMC, Elsa Barber, reiterou a importância da educação financeira.
“Temos realizado intensas acções junto de diferentes parceiros sociais sobre a importância do mercado de capitais, enquanto órgão regulador e fiscalizador, elevando assim os níveis de conhecimento sobre esta temática, de forma inclusiva, nomeadamente junto de instituições públicas, privadas, universidades, escolas do ensino geral, mercados e igrejas”, realçou.

Novos desafios

Para a directora do Gabinete de Literacia Financeira da CMC, é fundamental estabelecer novos desafios com instrumentos financeiros transaccionáveis no mercado de capitais, contribuindo desta forma para a diversificação da economia.
“Isso vai potenciar a realização de novos investimentos que darão suporte ao crescimento sustentável nos próximos anos e o resultado final será a melhoria das condições e o bem estar dos cidadãos”, referiu.
“Louvamos esta acção, na medida em que temos consciência de que o mercado de capitais constitui uma importante via para o desenvolvimento do país, já que o crescimento de uma economia está directamente relacionado com o mecanismo de canalização das poupanças, para um investimento produtivo, daí a importância deste mercado”, disse.
O Gabinete de Literacia da Comissão do Mercado de Capitais tem como missão contribuir para a definição dos conteúdos programáticos do plano estratégico nacional de educação financeira e apoiar as acções de sensibilização que, em conjunto, melhorem a situação das diversas camadas da população. (jornaldeangola)

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