Filme sobre ativista feminista ganha Queer Palm 2016 em Cannes

O diretor francês Sébastien Lifshitz ganha prêmio de melhor documentário, com "Les Invisibles", na 38ª edição do Cesar Awards, em 22 de fevereiro de 2013, no Chatelet Théâtre, em Paris (afp_tickers)

O Queer Palm de Cannes de 2016 foi para o documentário do francês Sébastien Lifshitz, “Les Vies de Thérèse”, sobre Thérèse Clerc, uma conhecida figura do feminismo na França, falecia em Fevereiro passado, aos 88 anos.

Todos os anos, a categoria escolhe o melhor filme de temática gay, lésbica, ou transexual.

Militante em todas as frentes – do aborto à igualdade de direitos entre homens e mulheres, passando pelas lutas homossexuais -, Thérèse Clerc pediu a Lifshitz que filmasse seus últimos dias de vida “para mostrar, sem tabus, a degradação física da morte”.

Oriunda da burguesia católica, casada aos 20 anos e divorciada em 1968, porque estava “entediada”, Thérèse escolheu a homossexualidade, aos 40 anos, como “gesto militante”.

Na categoria curta-metragem, o Queer Palm 2016 recompensou “Gabber lover”, da francesa Anna Cazenave-Cambet, “um filme sobre ‘sair do armário’, no qual se aprende a assumir seus próprios desejos”, destacou o júri, em um comunicado.

O júri do Queer Palm 2016 foi presidido pelos cineastas franceses Olivier Ducastel e Jacques Martineau. No ano passado, o vencedor foi “Carol”, do americano Todd Haynes. (AFP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA