Encerrada votação na República Dominicana; presidente é favorito

O presidente Danilo Medina cumprimenta simpatizantes durante ato eleitoral em 12 de maio (AFP)

As eleições gerais na República Dominicana se encerraram neste domingo após uma hora adicional de votação, autorizada pelo órgão eleitoral diante dos atrasos registados na abertura das secções eleitorais.

Nesse dia que também foi marcado por denúncias de algumas irregularidades, os dominicanos foram às urnas escolher presidente e vice-presidente, 32 senadores, 190 deputados e autoridades municipais, entre aspirantes de 26 partidos políticos, para um mandato de quatro anos.

“Calculo que teremos 70%, ou mais, de votação dos 6,7 milhões de dominicanos convocados para votar”, anunciou o presidente da Junta Central Eleitoral (JCE), Roberto Rosario, em pronunciamento na sede do organismo.

No início da votação, registar-se atrasos e dificuldades técnicas em alguns locais, especialmente no caso dos equipamentos responsáveis pelo registo das impressões digitais. Por esse motivo, as secções ficaram de portas abertas por mais uma hora.

“Foi um processo pacífico”, declarou o ex-presidente Andrés Pastrana, que lidera a missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo ele, em pelo menos 30% das secções eleitorais houve problemas com as máquinas para registo das impressões digitais.

Apontada logo cedo por Roberto Rosario, uma outra dificuldade foi que “pelo menos 3.000 auxiliares técnicos apresentaram sua renúncia” e tiveram de ser substituídos na madrugada. Ele disse que o incidente será investigado nos próximos dias. Diante da ausência de pessoal técnico, a JCE determinou que as secções recorressem à votação manual.

Ao emitir seu voto, o presidente Medina, que raramente fala com a imprensa, classificou como uma “irresponsabilidade” a renúncia em massa dos auxiliares técnicos.

De acordo com as pesquisas, com a oposição dividida, a disputa presidencial parece definida a favor da reeleição de Medina já no primeiro turno, do Partido da Libertação Dominicana (PLD), no poder há 12 anos.

Seu principal adversário, Luis Abinader, do Partido Revolucionário Moderno (PRM), uma dissidência do outrora poderoso Partido Revolucionário Dominicano (PRD), acredita, no entanto, que Medina não alcançará 50% mais um dos votos. Esse resultado levaria o pleito ao segundo turno.

Em um país que passou por histórias traumáticas como a ditadura de Rafael Leónidas Trujillo (1930-1961), intervenções dos Estados Unidos e perpetuações no poder (Joaquín Balaguer), a hegemonia que o PLD está consolidando preocupa alguns sectores.

Economista e estrategista político de 64 anos, Medina venceu a eleição de 2012 para um mandato de quatro anos, sem opção de reeleição imediata. Em 2015, porém, conseguiu aprovar uma reforma constitucional que permitiu a tentativa do segundo mandato, após acordos políticos. (AFP)

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