Edil de Lichinga regressa ao posto de trabalho

(DW)

Em Moçambique, o edil de Lichinga, Saíde Amido, foi condenado, na semana passada, a 18 meses de prisão convertidos em coima, por crimes de corrupção. Amido voltou nesta segunda-feira (30.05) ao trabalho.

Depois de ser condenado por abuso de poder e atos de corrupção, o Presidente do Conselho Municipal de Lichinga regressou esta segunda-feira (30.05) ao seu posto de trabalho. Saíde Amido recusa-se, para já, a conceder entrevistas e comenta apenas que está bem de saúde.

A oposição critica o regresso do edil de Lichinga. Para o maior partido da oposição, a RENAMO, Saíde Amido devia abandonar imediatamente o seu cargo. Segundo o delegado político do partido na província do Niassa, Saíde Fidel, “a imagem do edil está totalmente destruída”.

“Saíde Amido vai voltar para dirigir o Conselho Municipal e gerir os impostos dos munícipes da cidade de Lichinga, vai andar pelos bairros para sensibilizar as pessoas a pagarem impostos e transmitir informações sobre a gestão transparente mas ninguém vai acreditar nele”, justifica o membro da RENAMO.

MDM e RENAMO concordam que Saíde Amido deveria renunciar ao cargo

Entretanto, o delegado político do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) no Niassa, Awilo Alique, também defende que o edil não deveria regressar ao posto de trabalho, em prol dos munícipes.

“Ele é um condenado, não podia retomar a este posto”, afirma Alique reforçando que “os munícipes não querem saber dos ladroes”. “Ele é um ladrão bem conhecido e mesmo no terreno não vai conseguir ter peso, nem credibilidade”, justifica.

Opiniões dos municípes divididas

A DW África falou com alguns populares e não há um consenso pois os municípes da cidade de Lichinga não partilham todos a mesma opinião.

Um dos entrevistados disse que “se a matéria foi vista como normal, ele deve voltar a trabalhar”.

Por outro lado, um outro, que também solicitou o anonimato, garante que discorda desta situação pois considera que a maioria das pessoas não gostou do comportamento do edil. “Acho que não é boa coisa e geralmente devia ficar a cumprir a pena”, conclui. (DW)

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