Economia africana cresce acima da média

(Foto: D.R.)

O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) registado em 2015 influenciou as previsões de crescimento para o continente africano, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a apontar números para um crescimento de três por cento este ano.

A consultora Ernst & Young (EY) lembra no seu relatório sobre o “Índice de Atractividade Africana” que embora o crescimento económico de África tenha registado um abrandamento relativo, dois terços das economias africanas subsaarianas continuam a crescer acima da média global. Além disso, adianta a EY em comunicado ontem divulgado, num futuro próximo a região deve continuar a ser a segunda a crescer mais rapidamente no Mundo, logo atrás da emergente Ásia.
As previsões da EY baseiam-se no aumento anual do número de projectos de Investimento Directo Estrangeiro registado em África no ano passado, um acréscimo que ocorreu num contexto em que o número total de projectos de IDE desceu cinco por cento a nível mundial. A África é uma das duas regiões do Mundo com um aumento dos números de projectos de IDE no último ano.
“É provável que o crescimento económico na região permaneça mais lento nos próximos anos, em comparação com os últimos 10-15 anos. A projecção de referência do FMI para 2016 foi revista em baixa para três por cento, face a uma previsão anterior de 6,1 por cento em Abril de 2015”, lê-se no documento.
A consultora refere ainda que os principais motivos para um abrandamento relativo não são exclusivos de África e são os mesmos que afectam a economia global, ou seja, um abrandamento geral em economias de mercados emergentes e, em particular, o reequilíbrio da economia chinesa, a estagnação contínua na maioria das economias desenvolvidas, a descida dos preços das matérias-primas e o aumento dos custos de financiamento.

Sugan Palanee, responsável pelos Mercados Africanos da EY, citado no comunicado, afirma que, em relação ao investimento, os próximos anos podem representar um desafio, não porque as oportunidades deixem de existir, mas porque é provável que estas oportunidades sejam mais irregulares do que têm sido.
“Agora, é mais importante do que nunca que as organizações e investidores, que por vezes dão grande importância às tendências de crescimento económico a curto prazo, adoptem uma abordagem granular e baseada em factos, com vista a avaliarem as oportunidades de investimento e de negócios a longo prazo”, assinala o documento.
Para apoiar os investidores na adaptação a um ambiente mais incerto e para avaliar os riscos e oportunidades variáveis em todo o continente, a ferramenta “Índice de Atractividade Africana” (AAI, Africa Attractiveness Index) oferece um conjunto equilibrado de indicadores, centrados no curto e no longo prazos.
No relatório são apresentados os principais 20 países avaliados no Índice de Atractividade Africana, com destaque para a África do Sul, onde, “apesar dos desafios macro-económicos e de um ambiente de baixo crescimento, continua a registar-se um crescimento superior ao das restantes economias africanas, devido às pontuações relativamente elevadas na maioria das dimensões. (jornaldeangola)

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