Cunene: Mais de 500 cabeças de gado bovino morreram no I trimestre deste ano

(Foto: Angop)

Pelo menos 500 cabeças de gado bovino morreram no primeiro trimestre do ano em curso em diferentes aldeias da província do Cunene, vítimas da peripneumonia contagiosa bovina, carbúnculos e dermatiloses.

Em declaração hoje, quinta-feira, à Angop, o director provincial da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural do Cunene, Dinis Pedro Pacavira, disse que a morte de bovino está a afectar maioritariamente os criadores tradicionais que há muito não vacinam os seus animais, por falta de vacinas na região.

O responsável afirmou que a não realização de campanhas massiva de vacinação do gado nos últimos três anos levou a diminuição da imunidade nos animais e consequentemente o ressurgimento destas doenças em quase toda extensão da província.

Explicou ser difícil dar dados exacto dos animais que pereceram, uma vez que as mortes de gado dão-se diariamente a nível dos seis municípios, com o gado controlado por criadores tradicionais, mas dados confirmados pelos serviços de veterinária indicam a morte de mais de 500 cabeças.

Disse tratar-se de enfermidades específicas para a província do Cunene, razão pela qual, o governo tinham em carteira a realização anual de campanha de vacinação bovina para o combate das doenças endémicas, de modo a imunização destes animais, mas devido a situação financeira que o país atravessa foram obrigados a paralisar esta actividade.

Dinis Pacavira lamentou o facto, realçando ser uma situação desoladora por parte dos criadores tradicionais que tem o gado como fonte de renda das famílias. (ANGOP)

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