Cuanza Sul : Gestor quer disciplina nos transportes rodoviários

Cuanza-Sul: Carlos Alberto Júnior - Presidente do Conselho de direcção da Couperauto (Foto: Inácio Sabino)

O gestor da empresa Cooperauto no Cuanza Sul, Carlos Alberto Júnior, defendeu segunda-feira, no Sumbe, a intervenção das autoridades tendentes a disciplinar a actividade dos transportes rodoviários na região com vista a salvaguardar a eficiência dos serviços.

Em declarações à Angop o responsável sublinhou que as empresas pagam impostos e os valores são canalizados aos Cofre Gerais do Estado, porém a concorrência desleal tem inviabilizado o aumento do tráfego devido aos não licenciados para esta actividade.

“Nós pagamos impostos fiscais, mas a concorrência é feita de forma desleal, pois nesta actividade estão as carrinhas, turismos, e urge a necessidade dos órgãos de fiscalização colocarem ordem de forma a se legalizarem e pagarem também impostos,” disse.

Acrescentou que “o Ministério dos Transportes e as autoridade fiscalizadoras do transito rodoviário devem redobrar esforços no sentido de que haja ordem e se obtenham receitas para o Estado.

Frisou que o transporte é um elemento importante no desenvolvimento da economia do país, contudo devido a falta de fiscalização tem criado problemas no aumento do fluxo de passageiros e na rentabilidade da empresa.

Fez saber que a sua empresa procedeu o encerramento de algumas rotas interprovinciais como é o caso de Benguela, Bié e Luanda .

O mau estado de conservação das estradas tem influenciado negativamente para a abertura das linhas da Quilenda, Mussende e Ebo a partir da cidade do Sumbe.

Destacou que em 2011 estavam com fluxo de 12 mil passageiros por mês, hoje baixou para quatro mil.

Disse que para manter a linha operacional, periodicamente, a empresa leva a cabo capacitação dos mecânicos para assegurar que os autocarros existentes continuam a operar, esperando que novos a serem adquiridos na República Federativa do Brasil chegam ao país.

A Cooperauto foi criada em 2000, porém começou a actividade em 2009 com uma frota de 32 autocarros, sendo 22 intermunicipal e 10 interprovincial, mas apenas 16 estão operacionais.

Neste momento a interprovincial é realizado apenas para a província do Huambo , operando com dois autocarros de 53 lugares cada. (ANGOP)

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