Cuando Cubango necessita mais de dois mil enfermeiros

Cuando Cubango: Fernando Cassanga - Director provincial da Saúde (Foto: Armando Morais)

Dois mil e 276 novos enfermeiros formados em diversas especialidades são necessários na província do Cuando Cubango, sudeste de Angola, visando reforçar a cobertura sanitária, assistência médica e medicamentosa junto das populações.

A informação foi avançada esta sexta-feira, em Menongue, sede capital do Cuando Cubango, pelo director provincial da saúde, Fernando Cassanga, no âmbito das comemorações do 12 de Maio, Dia Internacional do Enfermeiro.

Segundo o director, o actual número de enfermeiros existentes, mais de 900 efectivos entre auxiliares, técnicos médios e licenciados, ainda não satisfaz as necessidades da demanda da província, de acordo com o quadro do pessoal de cada unidade sanitária.

Fernando Cassanga avançou que são controlados ainda perto de 400 estudantes no curso de enfermagem na Escola de Formação de Técnicos de Saúde, bem como 116 licenciados, que esperam o enquadramento e a promoção de carreira.

O responsável perspectiva que com a existência da Escola de Formação de Técnicos de Saúde e a faculdade de enfermagem nos próximos cinco anos na província do Cuando Cubango os problemas de carência de enfermeiros será minimizado.

O director reconheceu que as condições laborais dos enfermeiros têm estado a melhorar gradualmente, fruto do engajamento do Executivo neste particular, uma vez hoje as unidades sanitárias têm mais equipamentos, empresas de limpeza, mais meios de diagnóstico terapêutico, lavandarias, ambulâncias, serviços especializados, alimentação, entre outras.

Fez saber que o sector possui enfermeiros ginecologistas, obstetrícias, especializados em nutrição, cuidados intensivos, mas ainda são necessários especializados em cuidados intensivos, quer em nutrição, materno infantil, saúde pública, instrumentação, em anestesias, oftalmologia, estatísticas, farmácia, entre outras áreas do saber.

Sublinhou que o perfil de um enfermeiro deve pautar pelo profissionalismo, pela ética e deontologia funcional, pelo ao próximo não só com o doente mas também com os familiares do mesmo.

Fernando Cassanga destacou que hoje o enfermeiro participa na promoção e prevenção das doenças, na informação, educação, comunicação para com as comunidades, famílias no combate ao lixo, precisamente neste momento em que o país está assolado pela malária e febre-amarela. (ANGOP)

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