Costa destaca “elogios” de Bruxelas e Passos acusa-o de confundir conceitos

Debate quinzenal. (Lusa)

Numa altura em que se cumprem seis meses de Governo socialista, apoiado por BE, PCP e Verdes, o primeiro-ministro destacou as considerações de Bruxelas sobre o documento, mas medidas implementadas pelo Executivo, vincando que há uma nova estratégia de competitividade e que esta, ao contrário da do Governo PSD-CDS, não passa pelo empobrecimento do país.

António Costa abriu o debate quinzenal esta sexta sexta-feira sublinhando os “elogios” da Comissão Europeia ao Plano Nacional de Reformas. Numa altura em que se cumprem seis meses de Governo socialista, apoiado por BE, PCP e Verdes, o primeiro-ministro destacou as considerações de Bruxelas sobre o programa, mas depressa mereceu as dúvidas de Pedro Passos Coelho que o questionou: “Se a Comissão Europeia está tão satisfeita com o PNR por que razão substistem tantas dúvidas no parecer do Conselho de Finanças Públicas sobre a capacidade do país para reduzir o défice?”. Costa O líder do PSD acusou ainda o chefe de Governo de estar con

“A Comissão Europeia no relatório sobre Portugal declarou, e passo a citar “o Plano Nacional de Reformas revela um grau de admissão suficiente e apresenta medidas relevantes para aumentar a competitividade e reduzir a dívida privada, atende às recomendações para a área do euro”, disse António Costa, destacando o relatório de Bruxelas sobre o programa do Governo.

O primeiro-ministro não tem dúvidas: “Estamos convictos de que, aplicando na integra as medidas inscritas no Plano Nacional de Reformas, Portugal corrigirá os desquilibrios macroeconómicos e ultrapassará os bloqueios estruturais que têm travado o desenvolvimento do país”.

Deixando farpas ao anterior Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, António Costa sublinhou que a estratégia de competitividade do país não passa agora pelo empobrecimento.

O primeiro-ministro destacou algumas das medidas já implementadas pelo Governo, como o programa Simplex, fazendo notar que este “terá um impacto muito positivo na vida dos portugueses e nas empresas” pois “poupa na burocracia para investir no que é essencial”, ou como o Programa 100 que “já fez chegar às 183 milhões de euros de um total de 450 previsto até ao final deste ano”.

Costa aproveitou ainda para falar sobre o Programa Start Up Portugal, que será lançado na primeira semana de julho e que, como destacou, pretende “estimular o empreenderorismo para o surgimento de empresas inovadoras”.

“Estamos por isso a concretizar o programa para garantir um crescimento económico sustentado que coloque o país no caminho do progresso.”

“O caminho para deixarmos de perder tempo de discutir cada décima e concentrarmo-nos no que é essencial: um crescimento económico sustentado.” (TVI24)

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