Continua a haver em Angola muito mau jornalismo – Jornalista e escritor Luís Fernando

Jornalista e escritor Luís Fernando opina sobre o estado do jornalismo angolano. (Foto: Clemente Santos/Arquivo)

O jornalista e escritor Luís Fernando, administrador do grupo privado Media Nova, afirmou, este domingo, em Luanda, que ?continua a haver (em Angola) muito mau jornalismo a poluir o espaço?.

Luís Fernando fazia à Angop uma breve ante-visão daquilo que será a palestra que proferirá na próxima terça-feira, no quadro das comemorações do 3 de Maio, Dia Internacional de Liberdade de Imprensa.

“É confortável verificar que muitos segmentos da comunicação social e profissionais individualmente fazem da responsabilidade no trabalho de informar uma bandeira, uma questão de dignidade, algo inegociável”, sublinhou.

O profissional acrescentou que, ao mesmo tempo, “é igualmente dramático constatar que, para muitos outros (e os jornais de fim de semana, grande parte deles, estão aí para demonstrá-lo), agir sem qualquer respeito pelas normas que asseguram um jornalismo responsável é uma espécie de moda que dá pontos, que dá a ganhar, que vende”.

Quanto ao que tem de ser aperfeiçoado no país, no capítulo da liberdade de imprensa, Luís Fernando sentencia que “o verdadeiro trabalho tem de ser feito ao nível da consciência de quem exerce a profissão de jornalista, muito mais apenas do que a existência de leis regulamentadas”.

“De nada servem leis perfeitas no seu processo de elaboração, mas que depois são olimpicamente atropeladas em nome de interesses obscuros, ínvios, que envergonham a classe”, concluiu.

A actividade em comemoração da efeméride, organizada pelo Ministério da Comunicação Social, terá como palco o Auditório do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor), a partir das 15 horas, e será aberta a todos os profissionais dos órgãos de comunicação social estatais e privados, bem como ao público em geral.

O acto será igualmente marcado pela leitura da Declaração do Governo de Angola a propósito da data e por uma intervenção do secretário-geral do Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido.

Consta, ainda, do programa o lançamento e venda do Livro de Estilo ANGOP, primeiro produto editorial impresso da agência noticiosa angolana, que resultou da actualização das suas antigas regras de redacção.

Embora responda, fundamentalmente, às exigências da escrita jornalística de uma agência noticiosa, o Livro de Estilo da ANGOP constitui um importante instrumento de trabalho para os profissionais do sector, professores e estudantes de jornalismo, além de investigadores e público em geral.

A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 3 de Maio em 1993 como Dia Internacional de Liberdade de Imprensa.

Este ano, a efeméride assinala-se sob o lema “Acesso à Informação e às Liberdades Fundamentais – é o Vosso Direito”, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). (ANGOP)

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