Companheiros imortalizam general Ita

Ambrósio de Lemos - comandante-geral da Polícia Nacional, nas exéquias do General Ita (Foto: Francisco Miúdo)

A contribuição do general na reserva Mário Plácido Cirilo de Sá (Ita) no desenvolvimento da inteligência militar e para estabilidade política do país foi enaltecida nesta sexta-feira por companheiros de armas do militar, falecido subitamente na terça-feira, em Luanda.

Depois de o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, ter rendido, no velório, homenagem ao falecido, o chefe do Estado-Maior General das FAA, Geraldo Sachipengo Nunda, afirmou que o general Ita é uma referência para os generais, de modo geral, para as forças armadas.

Para o Chefe do Estado-Maior General, “estamos diminuídos” pelo seu grande contributo para a conhecimento e para a inteligência militar.

Já o governador de Luanda, general Higino Carneiro, conta terem participado juntos em quase tudo desde a luta pela proclamação da Independência.

Higino Carneiro sublinha que Ita deixa um legado, com um estilo próprio de trabalho ao nível da inteligência militar e pelos estudos sobre conceitos da democracia e de processos eleitorais.

Afirmou que como, chefe de inteligência e reconhecimento militar, contribuiu com informações que permitiram tomar medidas pertinentes para o alcance de vitórias no campo de batalha, para a estabilidade nacional e para o alcance da paz.

Por seu turno, o general António França “Ndalu”, antigo chefe de Estado-Maior General das ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) declarou que Ita chegou a general por mérito próprio.

Lembra-se de o ter conhecido ainda tenente, voluntarioso e inteligente, considerando-o um dos mais brilhantes militares angolanos que deu uma “grande contribuição” na organização de operações militares e apoio a equipas negociais de acordos de paz, como o de Nova Iorque.

Enquanto isso, o general João Maria de Sousa, actual procurador-geral da República, aponta o finado como grande combatente pela libertação nacional e dos povos da África Austral.

“Foi um camarada com quem convivi durante muitos anos nas forças armadas. Participou no Cuando Cubango nas batalhas contra a invasão sul-africana, como chefe de reconhecimento e informação, especialidade sem a qual não se podia vencer qualquer batalha”, rematou.

Para o antigo ministro do interior, general Leal Monteiro “Ngongo”, o falecido esteve sempre a favor do engrandecimento de Angola, e deve servir de inspiração para a juventude.

Outro responsável que falou sobre o general Ita foi o secretário de Estado para a Política de Defesa, Almirante Gaspar Rufino, considerando ter sido uma partida prematura, porque o general ainda tinha muito para dar.

Por seu lado, o comandante-geral da Polícia Nacional, Ambrósio de Lemos, afirmou que perdeu um companheiro, conselheiro e um amigo de coração de ouro. (ANGOP)

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