Carteira de investimentos do FSDEA estimado em USD 4,7 mil milhões

Fundo Soberano de Angola (RUMO)

O valor líquido da carteira de investimentos do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), registado no ano transacto, está estimado em 4,7 mil milhões de dólares (um dólar equivale a 166.708 Kwanzas), indica uma nota de imprensa da instituição.

De acordo com o documento a que a Angop teve hoje acesso, em Luanda, a carteira registada em 2015 está diversificada internacionalmente e detém alocações aos fundos de capital de risco, a activos de rendas fixa, variável, aos derivados financeiros e às moedas.

A alocação a fundos de capital de risco, segundo ainda a mesma nota, correspondente a 58 porcento da carteira de investimento e visa o investimento directo em Angola e noutros países da África Subsariana.

O documento refere ainda que 19 porcento dos USD 1,1 biliões do fundo de infra-estrutura estão investidos em projectos localizados em Angola e no Quénia, enquanto 23 porcento dos USD 500 milhões para o ramo da hotelaria estão acometidos em projectos hoteleiros localizados em Angola e na Zâmbia.

Ainda do referido montante, 10 porcento dos USD 220 milhões do fundo de silvicultura estão investidos numa concessão de larga escala de eucaliptos em Angola, dois porcento dos USD 245 milhões do fundo de mineração estão direccionados num projecto mineiro na Mauritânia.

Refere também que 12 porcento dos USD 190 milhões do fundo de capital estruturado estão investidos num activo localizado na África do Sul, enquanto as grandes alocações em Angola, previstas para os fundos de agricultura e de saúde, com um capital total de USD 465 milhões, serão estreadas durante o ano 2016.

Dos 2,7 biliões de patrimónios líquido alocado aos fundos de capital de risco, USD 407 milhões já foram aplicados em investimentos directos em Angola e na região Subsaariana de África.

O período de investimento do património líquido destes fundos de capital de risco, prossegue o documento, é de 3-5 anos, ao passo que a duração da alocação pode ascender os 10 anos. O FSDEA prevê que a alocação prevista de USD 3 biliões, de património líquido, para os sete fundos de capital de risco estará totalmente investida em 2020.

Os activos de renda fixa representam 23 porcento da carteira de investimento do FSDEA e equivalem a USD 1,08 biliões. Estão predominantemente localizados na América do Norte e na Europa, enquanto 49 porcento destes activos são títulos soberanos e 19 porcento são obrigações de empresas do ramo financeiro.

Os activos de renda variável equivalem a USD 799 milhões, ou 19 porcento da carteira de investimento do Fundo, e estão centrados maioritariamente nos Estados Unidos da América e na Europa.

Actualmente, o Fundo segue o Plano Contabilístico das Instituições Financeiras (CONTIF) na preparação da sua contabilidade financeira, mas a instituição prevê passar aplicar às Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) a esta actividade até 2017.

O Presidente do Conselho de Administração do FSDEA, José Filomeno dos Santos declarou que “em Junho de 2014, o Banco Nacional de Angola (BNA) divulgou o calendário nacional de implementação das IFRS, no âmbito da sua estratégia de reforço da supervisão do ramo financeiro nacional.

Sendo o FSDEA parte da administração indirecta do Executivo, mas sujeito ao CONTIF, que é regido pelo BNA, o seu Conselho Consultivo autorizou a adopção de um calendário de implementação das IFRS alinhado ao das outras instituições financeiras do país.

A aplicação de normas internacionais de contabilidade torna a análise do desempenho do FSDEA mais perceptível para os examinadores estrangeiros e facilita a captação de co-investimento do exterior.

Por outro lado, o uso de normas precisas, rigorosas e reconhecidas permite que o desempenho do FSDEA seja comparável ao de outros fundos soberanos a nível mundial. (ANGOP)

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