Carlos Silva: BCE parece querer passar centro de decisão de Lisboa para Madrid – DN

(Foto: D.R.)

O presidente do Millennium Atlântico critica o regulador europeu e diz que a mudança das regras do jogo pelo Governo no caso BPI ameaça investimento em Portugal.

O presidente do novo banco angolano que resultou da fusão do Millennium Angola e do Banco Atlântico critica a actuação do Banco Central Europeu (BCE) em relação às instituições financeiras portuguesas e angolanas, acusando o regulador de fazer parecer que prefere centros de decisão em Madrid face a Lisboa.

Numa conversa com o DN em Luanda, no dia do lançamento do Millennium Atlântico, Carlos Silva – que é também vice-presidente do Millennium bcp em Lisboa – considera ainda que o Governo ameaçou a confiança dos investidores em Portugal ao mudar as regras referentes à blindagem de estatutos na banca no meio do processo negocial em torno do BPI.

“Acredito que para Frankfurt seja mais simples e dê mais segurança ver os bancos portugueses no contexto ibérico – parece haver vontade de passar o centro estratégico de decisão de Lisboa para Madrid”, afirmou, confirmando de seguida que uma fusão do BCP com o Novo Banco seria uma forma de contrariar esta ideia.
BANCA ANGOLANA PRECISA DE “MAIS ÉTICA E MORAL”

O governador do Banco Nacional de Angola diz que o sistema financeiro do país precisa de mais “ética e moral”. Valter Filipe Silva fez este diagnóstico durante a inauguração do primeiro balcão do Millennium Atlântico.

A banca angolana está a ser posta “à margem” do sistema financeiro mundial. O diagnóstico foi feito esta terça-feira, 3 de Maio, em Luanda, pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Valter Filipe Silva, durante a cerimónia de inauguração do primeiro balcão do Millennium Atlântico, instituição que resultou da fusão entre o Millennium Angola e o Banco Privado Atântico.

O governador do BNA defendeu ainda a necessidade de existir mais “ética e moral” na banca angolana, acrescentando que a mesma deve ser colocada ao “serviço do bem comum”.

GOVERNADOR DO BANCO DE ANGOLA QUER SOLUÇÃO PARA O BFA QUE DEFENDA O POVO ANGOLANO

Valter Filipe afirma que a solução para a resolução da exposição aos riscos de Angola face à presença do BPI no BFA “é dos accionistas” e que BNA, enquanto regulador, “tem que estar atento”.

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) afirmou esta terça-feira, 3 de Maio, à Lusa que a instituição está “atenta” ao diferendo sobre a exposição do português BPI  à banca angolana, mas reconhece que a solução está nas mãos dos accionistas.

O caso envolve o Banco de Fomento Angola (BFA), detido maioritariamente pelo BPI, instituição que por sua vez é participada pela Santoro (empresa de Isabel dos Santos e segunda maior accionista do BPI, com 18,58%), e Valter Filipe afirma que a “solução é dos accionistas”.

“O importante é que deste processo, Angola, o povo angolano, a banca angolana, saia reforçada”, disse o governador, questionado pela Lusa, em Luanda, à margem da inauguração do primeiro balcão do Millennium Atlântico, que resultou da fusão das duas instituições. (jornaldenegocios)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA