Campanha eleitoral “não é reality show”, diz Obama

(Getty Images)

Presidente dos EUA pede exame de histórico do pré-candidato republicano Donald Trump e que imprensa e população não se distraiam com o “espetáculo e o circo”.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um apelo à média e à população americana a examinarem o “longo histórico” do provável candidato presidencial do Partido Republicano, Donald Trump, e não se distraírem com o lado do “espectáculo e do circo” da campanha eleitoral de 2016.

O presidente democrata deu uma cutucada indirecta na campanha escandalosa e agressiva de Trump, magnata do sector imobiliário mas também um ex-apresentador de programa de reality show na televisão, durante a etapa das primárias partidárias e na maneira como a média a cobriu.

“É importante que levemos a sério as declarações que ele fez no passado”, disse Obama. “Só quero enfatizar até que ponto estamos numa época séria e como este é um trabalho realmente sério.”

“Isto não é entretenimento. Isto não é um reality show. Isto é uma disputa pela presidência dos Estados Unidos”, completou Obama.

O ainda presidente americana disse que Trump tem um longo histórico na vida pública que deveria ser examinado atentamente, assim como as colocações e posições políticas de todos os candidatos.

“Se eles assumem uma posição em temas internacionais que podem causar uma guerra ou tem o potencial de abalar nossos relacionamentos com outros países, ou o potencial de arrasar o sistema financeiro – isso precisa ser informado”, afirmou Obama.

Trump recebeu críticas e revoltou aliados quando disse que é preciso repensar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e sugeriu que o Japão e a Coreia do Sul deveriam pensar em obter armas nucleares para se defender. Ele é visto no exterior como um defensor de políticas isolacionistas que não se alinham com o papel actual dos EUA no mundo.

Obama disse que prestará atenção para ver se o povo americano está sendo informado adequadamente sobre a postura dos candidatos que querem substituí-lo na Casa Branca, sobre o que acreditam e se suas propostas orçamentarias fazem sentido.

“O que me preocupa é até que ponto noticiar e informar começam a enfatizar o espectáculo e o circo. Porque não podemos nos dar a esse luxo”, afirmou. “O povo americano tem bom senso, tem bons instintos – contanto que tenha boas informações.” (DW)

PV/rtr/ots

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