Camionistas bloqueiam estradas em semana de protestos contra governo francês

Presidente francês, François Hollande. 17/05/2016 REUTERS/Miguel Medina/Pool (reuters_tickers)

Camionistas bloquearam estradas em toda a França nesta terça-feira, quando críticos da reforma trabalhista em discussão no país deram início a uma nova onda de greves e manifestações de rua.

Esta semana está sendo considerada pela média o “tudo ou nada” de um movimento de protesto que pareceu perder fôlego depois de semanas de confrontos às vezes violentos.

O presidente francês, François Hollande, se manteve firme, dizendo a uma rádio que a lei –que tornará as contratações e demissões mais simples e é um dos carros-chefes de seu governo– não será abandonada, e alertando que a polícia não irá tolerar a violência.

“Não cederei”, disse o líder socialista, cujo índice de popularidade está no fundo do poço a um ano da eleição presidencial, à rádio Europe 1.

Os camionistas são empregados, e não donos de seus veículos, e por isso não estavam no volante de seus veículos. Mesmo assim, conseguiram frenar ou bloquear o tráfego em pontos estratégicos no norte e no oeste do país, principalmente na região de Bordéus, onde desviaram entregas a um grande centro de distribuição de um supermercado e a um depósito de combustível.

As passeatas em Paris e outras cidades francesas foram marcadas para mais tarde nesta terça-feira, quando ferroviários devem se unir aos protestos e fazer paralisações que provavelmente causarão transtornos para os usuários até sexta-feira.

Hollande disse que mais de mil pessoas foram presas nos confrontos com a polícia nos últimos meses e que mais de 300 policiais e vários manifestantes ficaram feridos nos confrontos, dos quais algumas pessoas, incluindo estrangeiros, participaram só para brigar.

“As pessoas têm direito de protestar, mas a desordem é um delito que será punido”, afirmou.

Antes da semana de reivindicações, o chefe de polícia da França disse que um pequeno grupo de manifestantes radicais foi expulso das ruas de Paris.

O sindicato trabalhista CGT, considerado linha-dura, conclamou greves em esquema de rodízio a funcionários de caminhos de ferro, portos e aeroportos, além de dois dias de protestos de rua, na terça e na quinta-feira. (REUTERS)

por Brian Love

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