Câmara de Comércio alerta para crimes contra chineses em Angola

(Foto: D.R.)

Segundo as recomendações das autoridades chinesas os seus cidadãos deviam investir mais na segurança e adoptar “cautelas” para evitar dissabores

O presidente da Câmara de Comércio da China em Angola, Liu Yiyong, alertou esta semana as empresas chinesas para a necessidade de aumentarem as medidas de segurança para se protegerem do ascendente da criminalidade no país.

Em entrevista à agência oficial de notícias chinesa, Xinhua, Liu Yiyong lembrou que crimes contra chineses estão em alta em Angola em virtude da recessão económica que se instalou no segundo maior produtor de petróleo da África Subsaariana.

Na Quarta-feira, 11, a Câmara de Comércio organizou um seminário sobre os riscos de segurança em Angola, em colaboração com a embaixada chinesa e com a International SOS, uma empresa que fornece serviços médicos e segurança a trabalhadores e expatriados em países estrangeiros.

Segundo a agência de notícias chinesa, mais de 30 grandes empresas chinesas participaram no evento, no qual o responsável pela segurança na embaixada chinesa, Li Guangming, defendeu que as companhias chinesas deviam investir mais na segurança e em medidas de protecção.

Actualmente há mais de 500 empresas chinesas operando em Angola. Nos últimos tempos, uma série de assassinatos e assaltos tiveram como alvo predilecto também cidadãos chineses, na maioria negociantes e empresários que operam preferencialmente em Luanda.

Constaram ainda a onda delituosa actual contra nacionais da China, pela via de raptos e burlas. Entretanto, o director provincial da Polícia de Ordem Pública de Luanda confirmou a ocorrência de raptos tendo como alvos preferenciais cidadãos estrangeiros.

O oficial da Policia Nacional, recordou que entre 2014 e 2015, a maior preocupação das autoridades prendia-se com os roubos “à saída e entrada” dos bancos, que rendiam “valores avultadíssimos”, em dólares ou kwanzas.

No entanto, devido à falta de divisas no país, nas últimas semanas, este tipo de roubo terá rendido pouco a “quem já roubava USD cento e tal mil”, sublinhou o superintendente-chefe Mateus, e agora a tendência dos criminosos, é modificar o seu modus operandi e elegerem novos alvos. No último mês, há registo do homicídio violento que vitimou três portugueses em Luanda, entre os quais um casal morto a tiro à frente do filho, casos que, segundo a Polícia, estão sob investigação. (opais)

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