Bangão é homenageado em “Maka”

Músico Bangão (Foto: arquivo/Angop)

A União dos Escritores Angolanos (UEA)  homenageia amanhã, às 18h00, o cantor e compositor Bangão, na habitual Maka à Quarta-feira, aberta aos fãs, colegas e amigos do autor de “Dioguito”.

Don Caetano foi convidado para dissertar sobre a vida e obra de Bangão, enquanto integrante da Banda Movimento, e a sua passagem no agrupamento Gingas, onde dividiram o palco e partilharam várias experiências artísticas.

Para animar a actividade, a organização convidou os cantores Lolito, Chilola e Bangãozinho para interpretar canções de Bangão, assim como amigos e familiares que vão fazer depoimentos sobre a vida do malogrado, falecido, dia 17 de Maio do ano passado, na África do Sul, vítima de doença.

O mentor da iniciativa Walter Arsénio, em coordenação com UEA, disse que estão criadas as condições para uma assistência de mais de 200 pessoas. Pretendem que a actividade seja interactiva, com depoimentos sobre a vida e carreira de Bangão.

Walter Arsénio informou que a homenagem é um reconhecimento dos músicos e escritores angolanos.
Nascido a 27 de Setembro de 1962, no bairro do Sambizanga, em Luanda, Bernardo Jorge  ou simplesmente Bangão foi um dos músicos mais referenciados do mercado nacional, fruto dos seus dois últimos discos “Sembele” e “Cuidado”.

A canção “Calumba Seleta”, actualmente muito tocada nas emissoras de rádios e discotecas luandenses, foi o último sucesso que o cantor deixou gravado.

Em 1996, venceu o prémio Liceu Vieira Dias, com o tema “Kibuikila” (Peste).
Três anos depois ganhou a primeira edição do concurso Semba de Ouro, com a canção “Kangila” (pássaro agoirento).

Em 2003 afirmou-se como um dos maiores intérpretes da Música Popular Angolana, e ganhou o Top Rádio Luanda, ganha os prémios da música do ano, com o tema “Fofucho”, voz masculina do ano e é reconhecido com o prémio preservação pela sua incessante defesa da música popular angolana.

Em 2005 venceu o Top dos Mais Queridos, da Rádio Nacional de Angola (RNA).

Academia de Letras cria desenvolvimento

O secretário-geral da União dos Escritores Angolanos (UEA) e escritor, Carmo Neto, considerou que o surgimento da Academia Angolana de Letras (AAL)  impulsiona o desenvolvimento da literatura nacional em várias vertentes.

Em declarações à Angop, Carmo Neto referiu que instituições como estas surgem com outra dinâmica no que diz respeito a projecção das obras literárias, quer no país quer no exterior.

A Academia Angolana de Letras (AAL) é independente da União dos Escritores Angolanos, sendo a mais recente associação cultural formalmente constituída, que tem por finalidade o estudo e a investigação da literatura angolana, da língua portuguesa, das línguas nacionais, e das disciplinas correlatadas.

Na sua opinião, a Academia Angolana de Letras é uma instituição mais exigente no que no se refere a selecção dos seus membros.

Também fez referência  em relação a qualidade de obras a serem produzidas ou tê-las como prova evidente da sua criatividade, bem como a qualidade e capacidade de agir dos homens das letras.

“Essa instituição tem um nível diferente,  atingindo um patamar para além de uma associação dos escritores. A Academia Angolana de Letras pode coexistir com a UEA porque são semelhantes, embora sejam independentes e autónomas”.

Carmo Neto disse que a criação da Academia Angolana de Letras corresponde aos ímpetos de uma sociedade angolana cada vez mais envolvida com a sua identidade, história, cultura e pensamento. (TPA)

por Jornal de Angola/ LV

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