Banco Sol está cotado em Bolsa

PCA Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel (Foto: D.R.)

O Banco Sol e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (BODIVA) assinaram ontem, em Luanda, um acordo que permite ao banco intermediar transacções dentro de um mês, depois de cumprir as condições técnicas e operacionais de acesso e utilização do Sistema Integrado de Mercados Regulamentados (SIMER).

A instituição bancária foi admitida como membro de negociação e liquidação da BODIVA, o que permite fazer transacções directas na Bolsa e operações de liquidação para a realização dos serviços de registos e depósitos de valores mobiliários.
O acordo foi assinado pelo presidente da comissão executiva do Banco Sol, Coutinho Miguel, e o presidente do conselho executivo da BODIVA, Pedro Pitta-Grós, e formaliza o começo das operações de negociação do banco na bolsa.
Coutinho Miguel considerou o acordo importante para o aumento da carteira de produtos e serviços da instituição, conferindo maior liquidez. “A economia angolana, mesmo atravessando um momento menos favorável, tem apresentado um crescimento ao longo dos anos cujo impacto é visível”, ressaltou.
Para o presidente da comissão executiva do Banco Sol, o mercado de capitais constitui uma ferramenta complementar do orçamento público e do sistema de crédito que permite elevar a economia ao mais alto padrão de excelência.
Coutinho Miguel destacou a importância da BODIVA na mobilização do capital, formação, gestão, poupança e atracção do investimento estrangeiro, bem como a promoção de liquidez para o investimento nacional.
“Registamos com satisfação o papel da BODIVA na implantação do mercado de capitais e a sua importância na diversificação da economia. A estreita articulação da banca e da Comissão do Mercado de Capitais vai contribuir de forma inovadora para a estabilidade do sistema financeiro bancário”, disse.

Coutinho Miguel apelou a maior participação e dinâmica do sector privado no sistema financeiro angolano, onde a BODIVA tem um papel de relevo, facilitando o equilíbrio entre a oferta e poupança de valores mobiliários.

“O crescimento do sector privado em Angola ou em qualquer economia passa pelo financiamento, que até agora tem sido limitado ao crédito bancário como única fonte acessível”, acentuou.
Na sua opinião, o mercado de capitais tem grande importância para as empresas poderem financiar-se, captando recursos para reforçar os capitais próprios através da emissão de acções ou lançando empréstimos com obrigações, juros e prazos definidos pelos investidores, à semelhança da dívida pública.
“O Banco Sol criou as direcções de banca de investimentos e banca privada para trabalhar com a direcção financeira, com o objectivo de corresponder de forma estratégica aos desafios da economia nacional”, anunciou.
Além disso, o Banco Sol levou a cabo acções de formação para os seus profissionais na Academia de Mercado de Capitais, para superar e actualizar as competências técnicas dos seus quadros, informou Coutinho (jornaldeangola)

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