Angola precisa de dez biliões de dólares para combater a seca

A ministra Fátima Jardim. (Foto: D.R.)

Fátima Jardim, afirmou que Angola precisa de financiamentos e apoios de outros estados para combater as calamidades naturais e a problemática da seca que assola o Sul do país

O apelo foi lançado pela ministra do Ambiente, Fátima Jardim, que, Terça-feira, concedeu uma conferência de imprensa em Luanda, por altura do lançamento das actividades alusivas ao Dia Mundial do Ambiente.

Fátima Jardim referiu que serão necessários dez biliões de dólares para adaptar, ao longo do tempo, os vários programas de combate à seca já estabelecidos pelo Executivo angolano.

A titular da pasta disse que alguns programas nacionais, nomeadamente o Plano Nacional de Calamidades Naturais e Riscos, o Plano de Emissões, o Programa da Seca e outros que envolvem solidariedade, foram adoptados para combater seca no Sul do país.

“Precisamos de financiamentos e estamos a apelar ao mundo que financie e que ajude Angola a adaptar esses programas a esta temática que há muito assola a região Sul”, sensibilizou.

Relativamente ao combate ao lixo, a responsável disse que estão a ser tomadas medidas para o eliminar no espaço urbano, tendo revelado que foram recentemente aprovados os planos estratégicos de resíduos urbanos e hospitalares. E defendeu que um dos métodos a adoptar consiste em penalizar os principais agentes poluidores. “A fiscalização deve deter e penalizar os autores das práticas de poluição ao meio ambiente.

Quem polui deve pagar por isso”, avisou a ministra. O Dia Mundial do Ambiente é celebrado anualmente a 05 de Junho, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1972, para assinalar acções de protecção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos sobre a necessidade de se salvar o planeta. Para o ano em curso, Angola é o país escolhido para sedear as celebrações oficiais deste dia, que debruçar-se-á ao lema “A Luta Contra o Comércio Ilegal da Fauna e da Flora Selvagens”, a decorrer de 03 a 07 de Junho, em todo o país, com vários temas de abordagem agendados sobre a protecção e conservação da fauna e da flora.

Na ocasião, a ministra disse que a escolha de Angola para presidir o acto central da referida efeméride deve-se ao seu desempenho ambiental e pelas características da sua liderança em assumir e cumprir os objectivos do Millenium e, sobretudo, os compromissos com o país. Referiu ainda que a concepção de políticas que protegem a fauna e a flora pelo Governo angolano e a realização de programas que garantem a sustentabilidade global, bem como o período de paz efectiva e segurança nacional que o país vive, constituem igualmente factores que determinaram a eleição de Angola para albergar o evento. (opais)

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