Angola descobre importantes jazidas de ouro na Huíla

(Foto: REUTERS/Thomas Mukoya)

Angola está a realizar um estudo aprofundado sobre as riquezas minerais do país. Já foram descobertas importantes jazidas na província da Huíla e os dados preliminares revela que Angola detém 38 dos 50 minerais mais procurados no mundo.

A exploração de importantes jazidas de ouro na província da Huíla, uma província do Sul de Angola, deverá começar em breve. A Sociedade de Metais Preciosos de Angola (Somepa), uma empresa de capitais públicos e privados angolanos, já concluiu os estudos de viabilidade e de impacto ambiental e está agora a preparar as condições técnicas e de recursos humanos para o arranque das operações, enquanto aguarda pela licença de exploração, revela o Jornal de Angola.

Este projecto, o primeiro do género em Angola, acontece na província da Huíla, onde já foi confirmada a existência de jazidas de ouro de excelente qualidade na localidade de Mpopo, município da Jamba. Mas, de acordo com o presidente da Ferrangol (accionista da Somepa), Diamantino de Azevedo, citado pelo Jornal de Angola, também no município de Chipindo, igualmente na província da Huíla, decorrem trabalhos de prospecção, existindo fortes indícios da existência de ouro.

O presidente da Ferrangol – Empresa Nacional de Ferro de Angola, que participa no capital da Somepa, refere que os estudos devem estender-se às províncias de Cabinda, Cuanza Norte e Moxico, onde já decorrem operações de extracção artesanal de ouro. As descobertas de importantes reservas de ouro em Angola decorrem de um trabalho de pesquisa que procura completar o quadro informativo da realidade geológica e mineira de Angola.

Dados preliminares do estudo indicam que o país tem 38 dos 50 minerais mais procurados do mundo, anuncia o Jornal de Angola. A lista de metais existentes no subsolo angolano inclui, o ouro, ferro, manganês, titânio, crómio, cobre, chumbo, zinco, volfrâmio, estanho, níquel, cobalto, lítio, nióbio, tântalo, ouro, prata, platina e terras raras. O estudo está a cadastrar e elaborar mapas dos recursos minerais existentes. A ideia é, segundo o jornal angolano, passar depois a informação sobre as reais potencialidades do país a investidores privados interessados, nacionais e estrangeiros.

A dois anos do fim, o estudo já levou à descoberta e mapeamento de importantes reservas dos mais diversos minérios e à confirmação de outros tantos de que se tinha memória, mas que deixaram de ser explorados depois da Independência, devido à instabilidade política e militar que paralisou sectores importantes da economia. Os dados que estão a ser recolhidos no estudo, considerado um dos maiores do género realizados em todo o mundo, deverão permitir ao país programar, no horizonte de um século, a exploração racional e sustentável dos recursos minerais. (diarioeconomico)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA