Angola coopera com Mónaco

Embaixador na República de França Miguel da Costa foi recebido esta semana em audiência pelo ministro de Estado da região autónoma gaulesa Serge Telle (Foto: D.R.)

Empresas do Principado pretendem investir em diversos sectores com destaque para a agricultura além de apoiar os esforços de diversificação da economia com projectos na agro-indústria e minérios.

Angola e o Principado do Mónaco analisaram quarta-feira última, as formas de reforçar a cooperação e investimento nos domínios da agricultura, agro-indústria e exploração mineira, durante uma audiência entre o embaixador na República de França, Miguel da Costa, e o ministro de Estado da região autónoma gaulesa, Serge Telle.

Segundo uma nota de imprensa da Embaixada de Angola naquele país europeu, a que a Angop teve acesso, no centro das conversações esteve a cooperação entre os dois Estados no domínio económico, numa altura em que a nação africana está “fortemente apostada na diversificação económica, visando diminuir a grande influência da indústria petrolífera”.

O mesmo documento refere que “há um grande interesse de empresas de Mônaco em investir em Angola, principalmente na agricultura, agro-indústria e exploração mineira”.

Entretanto, Angola e o Principado do Mónaco assinaram ontem, em Paris, um acordo que marca o estabelecimento de relações de cooperação político-diplomáticas. O referido acordo foi assinado pelos embaixadores de Angola em França e do Principado Mónaco em França, respectivamente Miguel da Costa e Sophie Thévenoux.

O estabelecimento das relações diplomáticas entre a República de Angola e o Principado do Mónaco ocorreu a 29 de Julho de 2014, em Paris, assente na base dos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, particularmente o respeito e a promoção da paz, a segurança internacional.

De igual modo baseado na igualdade entre os Estados, a soberania nacional, a independência, o respeito dos tratados internacionais, a integridade territorial e a não ingerência nos assuntos internos dos estados.

Recorde-se que o diplomata Miguel da Costa apresentou à Sua Alteza Sereníssima Alberto II as cartas credenciais, em Julho de 2015, que o oficializaram como embaixador extraordinário e plenipotenciário, numa cerimónia que decorreu no Palácio do Príncipe, em Mónaco. À saída da audiência, o diplomata angolano lançou um apelo para que os empresários monegascos participem no actual processo económico do país, tendo salientado que “Angola é um país aberto, estável e que oferece garantias aos investidores”.

Enquanto isto, o Principe Alberto II manifestou “completa disponibilidade em apoiar o processo de diversificação económica, principalmente em áreas como o turismo e transportes”, que representam os principais sectores económicos daquele território, domínios sobre os quais Angola pretende se fortalecer.

O Principado de Mónaco está situado no sul de França, com uma economia forte que assenta fundamentalmente no turismo de luxo. Em termos políticos, Mónaco é uma monarquia constitucional e o actual soberano é o Principe Alberto II.

A economia depende fortemente do sector de serviços, do turismo privado, assim como dos bancos e do sector financeiro. Mais de 245000 visitantes ficam mais de uma noite no Principado, vários milhões dos visitantes, por ano, ficam por um dia. Esta fonte de rendimento constitui mais de 25 por cento do rendimento nacional. Os produtos mais importantes são os farmacêuticos e os químicos, equipamentos electrónicos, produtos cosméticos, papel e mapas, roupas e têxteis. (jornaldeeconomia)

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