África deve reflectir sobre o futuro

África (DR)

A 25 de Maio assinala-se o Dia de África, em alusão a fundação, em 1963, da Organização da Unidade Africana (OUA), em Addis Abeba, Etiópia, inspirada pelos ideais do panafricanismo, da cristalização de uma visão colectiva e nas aspirações dos povos africanos.

Esta data deve servir de reflexão para todos os cidadãos deste continente, sobretudo no que concerne à exploração e distribuição das suas riquezas, mudança de mentalidade e luta pela independência política e económica de todos os países que compõem o continente.

De acordo com analistas políticos, a consciência de África, tal como manifestada em 25 de Maio de 1963, trouxe à luz a necessidade da unidade dos povos deste continente, face a sua história que tem sido marcada por factos negativos, como a escravatura, pilhagem de recursos minerais e outros.

Neste contexto, o continente serviu por longos anos apenas como produtor de matérias-primas que contribuíram para o desenvolvimento das potências europeias, em detrimento dos povos africanos.

Com isso, não será errado afirmar que África é rica em matérias-primas, contudo pobre em infra-estruturas viradas para o seu desenvolvimento e bem estar dos povos.

Esses pressupostos só são possíveis com uma educação de qualidade, instituições de saúde funcionais e vias de comunicação em bom estado.

Esta determinação comum de promover a compreensão entre os povos e cooperação entre os Estados guiou a acção dos nacionalistas, com vista a emancipação dos africanos.

Porém, ao longo dos anos nem sempre estes pressupostos têm sido materializados, resultante de ambições políticas desmedidas que resultam, em muitos casos, em conflitos inter-étnicos e genocídios, aliado a constantes perturbações da tranquilidade e ordem pública.

No entanto, olhando para o futuro do continente, as lideranças africanas redefiniram as suas estratégias com a criação da União Africana (UA), no intuito de materializar as aspirações legitimas dos povos africanos de alcançar a liberdade, igualdade, justiça e dignidade.

Esses valores centrais têm conduzido a acção de ilustres

personalidades políticas, religiosas e sociais na luta para o seu alcance, inspirados em heróis como Jomo Keniata, Nkuame Nkruma, Julius Nyerere, Agostinho Neto,

Simão Gonçalves Toco, Simão Kimbangu e outros.

Na óptica de analistas políticos, o objectivo fundamental da União Africana é a integração do continente, através

da integração das suas economias, sendo pois este o maior desafio dos seus membros.

Noutra vertente, o continente tem verificado também mudanças no plano demográfico, estimando-se que a sua população crescerá, nas próximas décadas, de cerca de 1,4 mil milhões em 2015 a 20 mil milhões em 2050, ou seja, cerca de 20 porcento dos 9,4 mil milhões de pessoas que povoarão o planeta.

Essa população será cada vez mais urbana e composta maioritariamente de pessoas em idade activa, em detrimento da população rural que será cada vez menor.

Com vista a criar as bases para que esta população, no futuro, possa viver com o mínimo necessário para o seu bem-estar, urge a necessidade de os líderes dos diversos estados adoptarem políticas que permitam a estabilidade, paz e segurança no continente. (ANGOP)

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